segunda-feira, 23 de agosto de 2010

COM MÚSICA É MAIS GOSTOSO!!


Fazer exercício com música pode ser muito bom ou um inferno A música faz parte de todas as manifestações culturais da raça humana e tem a facilidade de mexer com os nossos sentimentos nos transportando ao passado ou levando-nos a sonhar.

É capaz tanto de estimular ou até irritar dependendo do ritmo ao gosto de cada um ou da altura que resolvemos ouvi-la. Uma música boa, se muito alta pode se tornar chata e na atividade física vem sendo pesquisada há muito tempo.


Nos anos 60, Kenneth Cooper experimentou fazer saltitos e corrida estacionária com música. Depois disso, a Dra. Phyllis Jacobson, professora de Educação Física da Brigham Young University de Utah (EUA) e a professora de dança Jacki Sorensen, criaram uma ginástica de solo dançada. Foram os primeiros passos na Ginástica Aeróbica, a precursora de todas essas novidades coreografadas de academia.

Qualquer atividade física fica melhor com música desde que seja no ritmo e principalmente gosto de quem está fazendo a atividade. Ainda na Era Cooper o alemão Liptak publicou um artigo analisando o efeito da música “pop” na freqüência cardíaca, na pressão arterial, durante o repouso, o exercício e na recuperação, concluindo haver boa correlação entre os efeitos fisiológicos e os psicológicos.

Autores como Becker et. al. -1994, Brownley – 1995 entre outros, analisaram as respostas fisiológicas associadas a ritmos musicais diferentes.

Becker verificou respostas positivas nas caminhadas relacionadas a ritmo mais forte concluindo que uma pessoa pode andar ou correr mais. Szmedra & Bacharach – 1998 concluíram que além do sujeito correr mais sob efeito da música, o esforço psicobiológico pode ser menor.

Ele comparou testes ergométricos em esteiras visando medir VO² Máximo em corridas submáximas com e sem música e as respostas de FC, PA, Duplo-Produto e acúmulo de lactato foram menores com música.


Tudo isso só corrobora o que na prática já se faz nas academias. Entretanto, o prazer pode se transformar em tortura se a música não estiver na altura certa medida em decibéis ou o ambiente não estiver de acordo.

Tem sido constatada em consultórios médicos queixa otológica tais como zumbido, sensação de ouvido tapado por parte de professores e alunos vítimas de som muito alto nas academias.

O limite de tolerância do homem a ruídos contínuos e intermitentes, estabelecido pelo Ministério do Trabalho, é de 85 decibéis por 8 horas diárias.

Pessoas que trabalham em ambientes sonoros, como é o caso dos professores, podem ficar surdas. O padrão estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o ouvido humano é de 70 decibéis.

Um interessante trabalho publicado na Internet, da autoria de Maria José Deus e Janice Brites feito em 14 academias de Florianópolis – SC constatou que a maioria trabalha com valores sonoros acima do permitido por lei e recomendado na preservação da saúde, além de muitas das salas de ginástica não serem adequadas no que se refere ao tratamento acústico.


O resultado disso é que as vítimas têm sido os próprios professores onde a maioria apresenta problemas auditivos e vocais por ficarem competindo com o som muito alto achando que isso é uma aula boa.


Ambientes com altos índices de reverberação cansam as pessoas deixando-as irritadas e estressadas.

Ora, se as pessoas vão às academias justamente para relaxar e desestressar encontrando um ambiente desfavorável acabam desistindo e engrossando a lista da rotatividade.

Cabe aos professores usar o bom senso em escolher bem as músicas e conhecimento fazendo o “Be A Ba”.

Plano de aula! Quando uma aula é bem elaborada, pensada, os exercícios escolhidos seguindo uma ordem lógica de execução, baseada em método e música com BPM e frase musical corretos para o pretendido, os alunos fazem a aula toda sem cansar.

Muitos podem não saber o porquê da aula ter sido boa, mas sabem que não fizeram uma salada de exercícios. Nas atividades coreografadas como a ginástica aeróbica, jump e o step isso é fundamental.

Não menos importante é a escolha da trilha sonora nas aulas de spinning e running seguindo uma progressão pedagógica. Vale lembrar que o gosto deve ser o do aluno e não do professor que deve ter bom senso sugerindo as opções.

Enfim, vale o adágio popular. Dançar de acordo com a música é muito bom. Malhar também. Para Refletir: Ser honesto hoje em dia você pode até achar que não se ganha nada com isso, mas com certeza também não se perde nada.

Sobre a Ética: Pergunte a você mesmo o que faria se nunca fosse descoberto? A resposta reflete a sua verdadeira personalidade


LUIZ CARLOS DE MORAIS

MUSCULAÇÃO E PERSONAL TRAINING •

domingo, 22 de agosto de 2010

3 DE 10 NÃO DÁ MAIS!!


O eterno clichê do "3 de 10"

Talvez o maior clichê na musculação seja solicitar que o exercício seja realizado em 3 séries de 10 repetições.

Está difundido nas academias como um vírus que ataca o meu, o seu, o nosso senso crítico.

Por todos os lugares onde trabalhei como professor e treinei como aluno, sempre me deparei e ainda me deparo com colegas professores de musculação que quando não sabem o que fazer, apenas dizem aos alunos: façam 3 de 10.

É realmente impressionante a falta de senso crítico por parte dos professores, e porque não dos alunos também, que aceitam passivamente uma instrução enlatada sem retrucar uma palavra.

Deveríamos refletir o seguinte: porque 3, e não 2 ou 4 ou 5 séries? Porque 10, e não 9 ou 13 ou 18 repetições? Difícil de responder? Bem, mais difícil ainda é aceitar o conformismo por parte dos colegas professores.

Que a faculdade de educação física não prepara ninguém para ser professor de musculação, nós já sabemos.

Que o número de professores por aluno nas academias é baixo e o salário é ruim, nós também sabemos. No entanto, esses notórios problemas não devem ser usados como justificativa para não estudarmos os conhecimentos da área que escolhemos.

Nós professores precisamos ler muito, fazer muitos cursos, debater conhecimentos entre nós para que tenhamos conteúdo suficiente para ministrar aulas decentes.

Precisamos nos tornar professores que não sejam meros modelos de beleza ou atores nas academias.

Fica aqui a reflexão. Precisamos nos dedicar muito mais e desenvolvermos uma postura minimamente crítica no exercício da nossa profissão. Por que convenhamos, 3 de 10 não dá mais!

Fonte Paulo Augusto M. Cesar Jr

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

FUTEBOL, CALOR E DESIDRATAÇÃO. CUIDADO!!


Galera do meu blog neste dia maravilhoso de oportunidades eu desejo a todos um bom dia.

Nosso assunto hoje é sobre Futebol, calor e desidratação num texto super legal Escrito por Alfredo Gomes & Norton Cassol.

Ele diz que nós os seres humanos somos criaturas homeotérmicas e regulamos a temperatura corporal dentro de uma faixa estreita ao longo de nossas vidas. Quando o calor é gerado pelo aumento da atividade metabólica, são geralmente bem sucedidos na manutenção de um estado térmico estável para ativação de mecanismos de perda para dissipar o calor em excesso.

Entretanto, em um ambiente quente e úmido, exige-se mais stress da capacidade humana de manter a estabilidade fisiológica durante o exercício, devido a uma diminuição no gradiente térmico e de pressão de vapor da água entre o corpo e o meio ambiente – deteriorou-se, assim, a troca de calor.

As pessoas que se exercitam no calor enfrentam problemas potenciais, como os males de calor e diminuição da performance. Durante a atividade física, os músculos geram grande quantidade de calor, que deve ser dissipado para o ambiente; do contrário, poderá ocorrer um aumento da temperatura corporal. Essa produção de calor pelo músculo é proporcional à intensidade do trabalho, para que tantas as atividades de curta duração e alta intensidade (tais como as corridas recreativas de 5 ou 10 km), como as de longa duração e baixa intensidade (por exemplo, o corredor da maratona) são um risco.

Praticante de futebol, que têm muitas corridas de curtas distância por um longo tempo, podem estar correndo sérios riscos de saúde.

A sudorese é uma resposta fisiológica que tenta limitar o aumento da temperatura central, colocando água na pele para sua evaporação. No entanto, se a perda de líquido não é compensado pela ingestão de fluidos, ele irá deteriorar-se na regulação da temperatura, do desempenho e possivelmente na saúde. Portanto, o desafio é duplo: para dissipar o calor em excesso no meio ambiente de forma eficaz e evitar chegar a um estado de desidratação.

Consequências do calor e a desidratação

A combinação da atividade física com o estresse térmico representa um desafio considerável para o sistema cardiovascular humano. Além disso, se a perda de líquidos pelo suor é mais rápida que a reposição de líquido, o indivíduo está em um processo de secagem. Hipoidratação prejudica muitas variáveis fisiológicas durante o exercício. A consequência direta da hipoidratação combinada com o estresse térmico é um desempenho físico diminuído como resultado da incapacidade do sistema cardiovascular de manter o ritmo cardíaco. Essa queda é consequência da diminuição do volume sistólico, devido ao menor volume de sangue e de enchimento ventricular reduzida, tal que não pode ser compensada pelo aumento da frequência cardíaca.

Há também uma relação linear direta entre o nível de hipoidratação e temperatura corporal central, já que a hipoidratação danifica a função de termorreguladora, o que torna o exercício no calor ainda mais difícil.

Hipoidratação é ter um impacto progressivamente negativo no desempenho do exercício, mesmo em níveis tão baixos, como 1%, 2% ou 3% do peso corporal. Parece que o estresse térmico ambiental não só desempenha um papel importante em si, mas também acentua a redução da potência aeróbica máxima que ocorre hipoidratação. Além disso, o tempo de exercício até a fadiga a intensidades submáximas é mais curto quando o exercício é no calor e é mais freqüente – nesse caso, ocorre uma influência negativa sobre hipoidratação em prolongados esforços aeróbicos, do que em tarefas anaeróbicas de curto prazo.

O efeito negativo da hipoidratação sobre a função de termorregulação aumenta o risco de exaustão pelo calor e insolação, dois problemas relacionados às altas temperaturas. A insolação é uma condição séria que poderia ser fatal, portanto, deve ser evitada e em caso de necessidade de ser tratadas imediatamente pela equipe médica, cujo principal objetivo é diminuir a temperatura do núcleo do sujeito. Também têm sido associadas algumas complicações da função renal com hipoidratação e alta temperatura central do corpo durante o exercício no calor. Finalmente, um problema bastante comum são chamados grampos de calor ou cãibras musculares relacionadas ao exercício.

Essas contrações involuntárias, dolorosas e espasmódicas do músculo esquelético que ocorrem durante ou imediatamente após o exercício muscular são freqüentemente associados com sudorese profusa e perda de eletrólitos durante o exercício no calor.

Efeitos do ambiente sobre a termorregulação

Foi mencionado antes que o corpo da produção de calor durante a atividade física está diretamente relacionado à intensidade do exercício. A capacidade de dissipar o calor depende da transferência de calor do núcleo do corpo para a pele, roupas e estresse térmico ambiental.

O estresse térmico ambiental que é colocado um indivíduo depende da temperatura do ar, velocidade do vento, umidade relativa e radiação solar. Há uma combinação prática de um índice ambiental estresse térmico é a temperatura e Wet Bulb Globe (WBGT por sua sigla em Inglês).

O American College of Sports Medicine (American College of Sports Medicine, ACSM) estabeleceu diretrizes para corredores de longas distâncias vestindo shorts, camiseta e tênis, em termos de risco de problemas de calor: se o WBGT é superior a 28 º C há um risco muito alto, quando o WBGT é entre 23 e C 28, o risco é elevado. Um índice de ITGU de 18-23 ° C indica um risco moderado, e se WBGT

O risco de problemas de calor também é aumentado quando o WBGT atinge valores extremamente elevados, comparados com as atletas que praticam esporte em temperaturas normais.

Hidratação

Os atletas e praticantes de futebol podem manter o nível de hidratação normal e equilibrado, ingerindo bastante líquido antes, durante e após a atividade física. A capacidade de compensar a perda da reposição hídrica é limitada pelas taxas máximas de ingestão e esvaziamento gástrico e absorção intestinal. Sob condições de calor e umidade, a taxa de suor pode facilmente ultrapassar estes limites.

Há décadas sabemos que quando atletas se exercitam e suam não se substituiem todos os líquidos perdidos pela transpiração, mesmo com acesso ilimitado ao líquido. Isso é chamado de desidratação voluntária e se acrescentarmos que no futebol não há quebra nenhuma regulamentada para hidratar durante um jogo, é um risco ainda maior de desidratação em atletas.

Embora seja verdade que os atletas podem se adaptar aos desafios fisiológicos da atividade física e estresse por calor progressivamente aumentando o seu nível de atividade e exposição ao calor, não há nenhuma evidência para mostrar que é possível adaptar-se a hipoidratação. Na verdade, a hipoidratação limita os benefícios de aclimatação. O exercício sem beber líquidos pode ser muito machista e fortalecer a vontade, mas faz danos graves ao corpo.

Complicações geradas ao organismo de atletas na prática de futebol em condições de calor extremo

Existem cinco tipos de complicações por calor durante uma partida de futebol:

- Edema por calor: aumento da temperatura corporal na pele devido à oclusão temporária dos poros e glândulas sudoríparas. Frequente em atletas não aclimatados ao ambiente.

- Câimbras por calor: são espasmos musculares involuntários devido à perda de eletrólitos no sangue e tecidos musculares, devido à alta transpiração.

- Sincope por calor: perda temporária de consciência, tonturas e desmaios por exposição prolongada ao calor

- Exaustão de calor: essa é a falha do sistema circulatório devido à perda de grandes quantidades de fluidos. Dilatam os vasos sanguíneos, o fluxo sanguíneo é seriamente reduzido devido ao aumento da viscosidade do sangue. Tudo isso resulta em fadiga, desempenho físico quase zero, náuseas, tonturas, dores de cabeça, visão turva, sudorese profusa, pele fria, perda de consciência, hipotensão, taquicardia, taquipnéia, má coordenação, anorexia, diarréia e excreção urinária diminuída.

- Insolação: o mecanismo de termorregulação hipotalâmico falha e para a transpiração. A temperatura corporal aumenta drasticamente e a condição do atleta tornam-se uma grave emergência médica. O atleta é incapaz de inverter esse estado clínico e pode morrer se a assistência médica não é dada imediatamente. Quadro clínico grave é quando a perda de consciência, convulsões, coma, secura da pele quente, atrial, acidose láctica e à morte.

Conclusão e recomendações para diminuir os riscos de saúde e fadiga por calor durante a prática de futebol

1. Não marcar jogos ou treinamentos em horários em que a temperatura atmosférica pode ultrapassar os 28º C;

2. Os atletas devem contar com exames médicos completos e minuciosos antes de começar qualquer plano de treinamento em condições de clima quente;

3. Criar mecanismos de regulação da hidratação durante os treinamentos dos atletas;

4. Ter recursos médicos para tratar uma emergência, se necessário;

5. Utilizar bebidas esportivas para se manter hidratado;

6. Criar hábitos de hidratação adequada dos jogadores;

7. Utilizar roupas leves de cores claras que permita uma transpiração apropriada;

8. Educar treinadores, atletas e dirigentes na gestão da prática do futebol em condições extremas de clima quentes, de lugares apropriados, altura, etc.

Abração paratodos

Arilton Gadelha

Massoterapeuta - fisioculturista

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

MUSCULAÇÃO PARA INICIANTES!!


Pessoal do blog um dia legal para todos.

Para vocês que estão iniciando agora organização do treinamento na academia, eu trago as dicas do Prof. Luiz Carlos Chiesa neste texto elucidade sobre o assunto.

Aproveitem:

Consideramos como iniciantes todos aqueles indivíduos, que não possuem nenhuma experiência com trabalhos contra resistência. Podemos também classificar como iniciantes, aqueles alunos que estão sedentários, mesmo os que já fizeram musculação anteriormente.

Esta situação acima relatada, torna-se de importância crucial para o desenvolvimento mais seguro do treinamento em sua forma coerente.

Para que haja uma evolução segura individual, deve-se garantir, por meio de uma aplicação racional, os princípios específicos do treinamento desportivo e estes são: o volume e a intensidade.

Volume do treinamento, relaciona-se ao número de sessões de treinos por dia, por semana, por mês e excepcionalmente por ano.

O total de grupos por exercícios (passagens em cada aparelho), o número de repetições por aparelhos e o número de exercícios da seqüência (série de exercícios) também são exemplos do conceito de volume de treinamento. A intensidade do treinamento é traduzida comumente como o percentual de cargas ou pesos utilizados em cada sessão de treino (força de treinamento).

Antes do inicio de qualquer atividade, principalmente para iniciante, temos que fazer uso das medidas e avaliações ou mesmo de uma anamnese simples com perguntas diretas e objetivas por parte do profissional de educação física, e respostas honestas por parte do futuro praticante.

Na prática, deve-se criar condições organizacionais no treino e preparar o organismo para que o mesmo, seja treinado de maneira gradativa, controlada ou periodizada. Almejamos sempre um mínimo de agressão aos sistemas orgânicos.

A dor muscular tardia, o desconforto sobre as articulações e tendões, deve ser a menor possível, assim como transitória. A organização para o controle sobre os treinos diários, é a peça chave, para que haja o desenvolvimento de uma conduta de coerência fisiológica, durante e após a aplicação dos métodos e formas de treinamento.

As mesmas só serão bem aproveitadas e desenvolvidas se forem galgadas sobre o alicerce da ciência e do bom senso. O treinamento é dividido em fases ou períodos definidos previamente como: básico, adaptativo, específico e de transição. Uma subdivisão lógica é por meio de microciclos, mesociclos e macrociclos.

Períodos de treinamento em musculação e seus objetivos: Período básico - 4 a 8 semanas - Introdução aos trabalhos com sobrecargas, aprendizagem motora dos gestos e técnicas nos exercícios e aparelhos.

Dar ênfase ao ensino e aprendizagem do aquecimento. Prioridade ao volume de treinamento sobre a intensidade (16 a 20 ou 21 a 30 repetições ).Tomadas das cargas ou pesos entre 3 a 5 aulas. Não realizar em hipótese alguma o teste de carga máxima.

Utilizar prioritariamente o teste de ensaio e erro ou o teste de carga por repetições máximas. Veja em: Chiesa, L. C. Musculação aplicações práticas: técnicas de uso das formas e métodos de treinamento. Rio de Janeiro: Editora Shape, 2002.

Período adaptativo 01 - 4 a 8 semanas - Visa o treinamento para a melhoria de valências físicas adaptativas tais como: a endurance cardiovascular respiratória e a resistência de força muscular localizada).

Com os alunos que já passaram pelos períodos básico e adaptativo 01, e que nunca haviam realizado treinamentos contra resistência, pode-se criar, caso o professor acredite ser de mais fácil controle, um período adaptativo 02.

Este período é utilizado na introdução aos treinamentos específicos de força, de velocidade ou de resistência, durante apenas as 04 primeiras semanas dos treinos.

Período específico - 4 a 12 semanas - Treinamento direcionado ao desenvolvimento de qualidades físicas específicas objetivadas pelos alunos ou necessárias ao desenvolvimento esportivo como: a força, a velocidade e a resistência de força muscular localizada.

Período readaptativo - 1 a 4 semanas - Os trabalhos neste período são direcionados ao recondicionamento físico dos alunos que ausentaram-se dos treinamentos durante um período entre 15 a 30 dias. As cargas reintrodutórias giram em torno de 40 a 49% ou 50 a 59% da força máxima individual, respectivamente de 21 a 30 ou 16 a 20 repetições.

Observação:

No caso de períodos de afastamento entre 7 a 10 dias, as cargas readaptativas não devem variar. Faz-se apenas modificações no volume do treino, ou seja: deve-se reduzir o numero de grupos por série, com a respectiva manutenção na série do numero de exercícios, das cargas e repetições.

Os intervalos para a recuperação (repouso entre os grupos e aparelhos) devem ser ligeiramente ampliados, durante a primeira semana readaptativa.

Período transição- 1 a 4 semanas - Objetiva manter o aluno em treinamento mínimo após longos períodos de treino com o mesmo objetivo, e principalmente quando o rendimento do treinamento da qualidade física visada estabilizar.

A presente atitude caso colocada em prática, cria condições de produzir o repouso ativo controlado, afastando o organismo de atingir o strain.

Organização Básica do Treinamento

Um treinamento por meio de subdivisões, faz-se necessário para que haja uma lógica de controle sobre o desenvolvimento do aluno ou atleta.

Omitindo-se as divisões racionais ou a periodização do treino, certamente surgirão situações com problemas descontrolados, assim como, perguntas sem respostas.

O treinamento não pode ser intuitivo, ele deve seguir os princípios estabelecidos nas bases da educação física e dos desportos.

Qualquer treinamento aplicado, deve ser controlado e previamente organizado por um profissional da educação física. Abaixo encontra-se as divisões do treinamento, para o desenvolvimento de uma metodologia de treino sob um controle pleno ou racional.

Macrociclo

É o plano de organização geral do treinamento e pode ser dividido em: anual, bianual e olímpico (com duração de 4 anos).

Na musculação pelo fato da maioria dos praticantes não serem atletas que visam competições o macrociclo é aberto, ou seja: não possui um período final de treinamento.

Microciclos

São as menores unidades do treinamento e variam de 1 a 4 semanas, extensiva até 6 semanas, nos casos de feriados prolongados, doenças passageiras etc.

Mesociclos

São o conjunto de microciclos, geralmente de 1 a 12 microciclos.

Microciclo e suas subdivisões

Microciclos formais

Resumo da periodização

* Macrociclo – conjunto de mesociclos com objetivos centrados em resposta a longo prazo (semestral, anual).

* Macrociclo -06 a 12 meses , excepcionalmente 12 a 24 meses (anual)

* Macrociclo - olímpico 4 anos

* Mesociclos – conjunto de microciclos, objetivos a médio prazo (mensais ou residuais).

* Mesociclo -01 a 03 meses (mensal)

* Microciclos – objetivos imediatos (semanais ou agudos).

* Microciclos - 01 a 04 (Semanas)

Cronograma básico de treinamento

Atenção! Qualquer profissional da Educação Física, que é responsável por treinamentos, quer sejam contra resistência, esportivos variados ou mesmo no personal training, possui o dever em conhecer perfeitamente, as bases organizacionais dos treinos e os princípios do treinamento desportivo.

É imperativo que seja feito pelo professor responsável, um programa de trabalho periodizado (organizado previamente) para cada aluno (personalizado). Se o seu professor não preocupa-se com este detalhe, que é de suma importância para o bom e pleno desenvolvimento de seu treinamento, você pode estar caminhando a passos largos em direção ao fracasso ou mesmo a lesões momentâneas e ou crônicas.

Atitudes de descontrole ou desorganização, são características de pouco ou nenhum conhecimento teórico, por parte do seu preparados físico. Portanto! o mesmo não merece a sua confiança nos trabalhos por ele prescritos.

Conclui-se que os treinos, não são fundamentados em princípios teóricos para a sua realização. Neste exemplo, simplesmente a validade desta proposta ou postura leiga, é nula na sua resultante prática.

Arilton Gadelha

Massoterapeuta - fisioculturista

domingo, 8 de agosto de 2010

FONTE DAS MINHAS RESPOSTAS!!

Orkutei.com.br

EMOÇÃO SOB CONTROLE FAZ MAL??


Controle emocional pode elevar nível de tensão, prejudicando a saúde física e mental



A sensação de calor percorre o corpo, o coração dispara, a mente fica confusa: ataque de raiva a caminho.

Manter esse tipo de emoção sob controle é visto como sinal de equilíbrio. Mas novos estudos apontam que evitar a explosão pode fazer mal, tornando a pessoa mais tensa e fechada.


Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, entrevistaram jovens que estavam entrando na faculdade. Concluíram que os que receberam maiores notas por suprimir emoções tinham mais dificuldade para fazer amigos.


Em outro estudo, pessoas instruídas a demonstrar indiferença ao comentar um documentário sobre bombardeios não conseguiam disfarçar a tensão nas conversas. De acordo com o estudo, as pessoas desenvolvem estratégias para controlar o que expressam, e essas técnicas se tornam subconscientes.


Não esconder a raiva pode até ajudar no desenvolvimento profissional, dizem os pesquisadores. Só uma explosão pode ser capaz de demonstrar, em alguns casos, o quanto se foi ofendido.


"Às vezes, é preciso mostrar o grau de absurdo de uma situação reagindo com espanto. Mostrar que se está perdendo o controle é um caminho para o outro perceber que limites foram invadidos", diz a psicóloga e psicoterapeuta Suely Mizumoto.


Não significa transformar o "rodar a baiana" em padrão. "É preciso usar a tonalidade emocional certa para se fazer entender: o importante não é o que é dito, mas como é dito", afirma Mizumoto.


Fazer uso constante dos mecanismos de controle emocional eleva o nível de tensão, que se manifesta em dores, estresse ou são base de doenças psicossomáticas.


"Sempre que não damos vazão às emoções e sentimentos, não temos vida plena. Há um colapso -e o termo é esse mesmo- do nosso equilíbrio", afirma Elko Perissinotti, coordenador do grupo de resiliência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.


A pessoa vai aos poucos se descaracterizando, por não lidar com conflitos e nunca discordar, diz Mizumoto. "O indivíduo pode chegar à depressão, fica triste com ele mesmo ao não revidar."


Qualquer posicionamento pode, por vezes, ser experimentado como oposição. "Isso obriga aquela pessoa que sente muita necessidade de se sentir aceita, a estar em constante posição de uma concordância aparente. Torna-se falsa para si mesma."


Às vezes, o ataque de fúria é desproporcional à situação que o causou porque foi alimentado por fatos anteriores, acumulados.


A auxiliar administrativa Marisa Massetti, 52, diz que prefere explodir a engolir sapo. "Até os 30, não era assim. Com o passar dos anos e os problemas que surgiram, aprendi a me defender."


Ela diz que procura sempre expor seu ponto de vista e conversar, mas, se for preciso, "arma um barraco".


"Reprimir a raiva causa um mal danado", afirma Vera Martins, mestre em comunicação e especialista em medicina comportamental.


Segundo ela, a pior forma de manejar emoções negativas é engolindo sapos. A reação ideal é a assertiva, que pode ser atrapalhada pelo medo. Medo de magoar os outros, criar conflitos, perder o emprego, por exemplo.


O trabalho é o ambiente mais fértil para que a explosão germine. "É o local onde a pessoa se sente mais ameaçada, cobrada", diz Vera, que dá consultoria de desenvolvimento em empresas.


A consultora fez uma pesquisa com 220 funcionários e detectou que 48% reagem de maneira defensiva: ou engolem sapos, ou são agressivos ou são dissimulados. "O problema é tomar decisões sob o efeito exclusivo da raiva, a pessoa se torna vulnerável."


Um estudo de Harvard mostra que a raiva pode ser benéfica para a carreira. Os empregados que não hesitam em defender seus pontos de vista são respeitados e lembrados para promoções.


Mas o resultado só é positivo se houver assertividade: acesso descontrolado de fúria não tem o mesmo efeito.




FÚRIA CALCULADA


A modelo gaúcha Aline Garcia, 20, diz que não se deixa intimidar pelas pressões do mundo da moda. "O cliente fala o que ele espera de um trabalho, mas eu sempre digo o que eu penso", afirma.


"É preciso se expressar, sim, mas não se deve ficar calculando as reações. À medida que vamos ganhando maturidade, mais automatizada estará a expressão dos sentimentos", diz o psiquiatra Perissinotti, do HC.


O ser humano fica mais capacitado a controlar seus impulsos e suprimir suas emoções à medida que cresce.


Crianças usam as mãos para esconder um sorriso, mas um adulto consegue disfarçar suas expressões.


Também é possível escolher as emoções, prestando atenção a um elogio e ignorando uma crítica. Estudo da Universidade de Brandeis descobriu que pessoas com mais de 55 anos têm mais facilidade do que jovens para focar imagens positivas quando estão de mau humor.


Perissinotti diz que quanto maior a percepção da realidade, maior a flexibilidade para lidar com confrontos.


"Todas as pessoas buscam independência, liberdade e felicidade, mas é preciso se conformar com uma pequena cota de cada; quem não se dá conta de que as três condições não existem em plenitude acaba se decepcionando."

Fonte: Folha.com - por IRENE RUBERTI

sábado, 7 de agosto de 2010

DORMIR AJUDA??


Soneca após aula melhora aprendizado, indica pesquisa



Alunos que dormiram depois do estudo se saíram melhor nas provas do que aqueles que permaneceram acordados, afirma cientista do Rio Grande do Norte Dormir após uma aula pode ajudar estudantes a memorizar o que foi ensinado, segundo projeto-piloto realizado com 250 alunos de escolas públicas de Natal.

"Observamos que a soneca após a aula tem um benefício cognitivo", afirma Sidarta Ribeiro, neurocientista do Instituto de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Depois de uma aula de dez minutos, uma parte da turma foi assistir a outra aula, enquanto o restante foi dormir por duas horas.

Cinco dias depois, foi feita uma prova sobre o tema apresentado. Os alunos que dormiram se saíram melhor.

Aqueles que não conseguiram dormir, mas ficaram quietos, também tiveram desempenho superior a quem teve de voltar a estudar.

O assunto foi tema de uma conferência ontem na 62.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal. O processo foi estudado também com roedores. A conclusão é que o sono de ondas lentas e o sono REM, quando se sonha, têm funções complementares.

O primeiro é o responsável pela reverberação da memória, e o segundo, pelo seu armazenamento.

O próximo passo será avaliar por seis meses os alunos em uma disciplina específica. O professor tem uma experiência pessoal com o assunto: quando foi para os Estados Unidos fazer doutorado, teve dificuldade com a língua e com parte do conteúdo.

"Dormia 16 horas por dia, tinha muito sono. Achei que meu corpo estava me sabotando.

Mas, dois meses depois, estava completamente adaptado e percebi que o sono me ajudou", conta.

Segundo ele, foi a partir de então que ele resolver estudar o sono e os sonhos.

Fonte: Isto É - Independente