terça-feira, 8 de junho de 2010

PODE SER HERANÇA


Distúrbio alimentar pode ser herdado

Os transtornos alimentares, cuja complexidade dificulta o conhecimento das causas, podem também ser herdados. Pesquisadoras da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP identificaram a herança psíquica dessas doenças atravessando gerações.

Os resultados da pesquisa foram apresentados no último mês de março pela psicóloga Christiane Baldin Adami Lauand em sua dissertação de mestrado As experiências alimentares de mães com filhas portadoras de transtornos alimentares: investigando a transgeracionalidade.

O estudo envolveu mães de adolescentes com anorexia nervosa que frequentaram o grupo de apoio psicológico aos familiares do Grupo de Assistência em Transtornos Alimentares (GRATA) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP no ano de 2008.

A psicóloga delimitou o número de mães por saturação dos dados obtidos por entrevistas com cinco mães. A análise foi qualitativa e o critério de seleção adotado foi que elas deveriam ter participado do grupo de apoio psicológico em 2008.

O estudo investigou os hábitos alimentares das mães buscando compreender a existência de transmissão psíquica. A psicóloga queria conhecer a relação que as mães construíram com a alimentação e o que aconteceu depois do diagnóstico de transtorno alimentar da filha.

Chamou a atenção, o fato de a maioria das mães trazer história de restrição alimentar em algum momento da vida, principalmente na infância, seja por questões financeiras ou restrição auto-imposta.

“Eram ruins de boca”, lembra Christiane, dizendo que assim se classificavam. “Não gostavam de comer, não queriam comer. Em comum, todas vivenciaram situações de restrição alimentar e, agora, suas filhas estavam sofrendo de anorexia nervosa”, conta a pesquisadora.

Repetição

A pesquisa mostrou que, depois do episódio de restrição, essas mães tentaram modificar um pouco a história. Ao se tornarem mães, muitas delas ofereciam aos filhos abundância de comida ou alimentos muito calóricos. Queriam dar aquilo que não tiveram. Num determinado momento, entretanto, as filhas passaram a restringir, por si mesmas, todo o alimento que tinham em excesso.

Christiane garante que esse mecanismo não é regra para todas as filhas de mães que viveram situações de restrição alimentar. “De alguma forma, aquela filha têm um psiquismo que absorve isso. E fica tentando resolver o problema que foi adquirido”, explica. No próprio cuidado materno, a mãe transmite conteúdos para essa filha, influenciados por aspectos inconscientes. “A gente não sabe como essa mãe lidou com o seu trauma; ele deve ter ficado lá e, como um ‘fantasma’, pode ressurgir a qualquer momento”, diz.

Quando as filhas adoecem, estas mães reavivam suas experiências alimentares. “Muitas adoecem juntamente com as filhas, não sentem mais prazer em se alimentar, perdem peso, perdem confiança na alimentação e no ato de alimentar os outros, passam a não mais fazer refeições juntamente com a família, nem mesmo em datas comemorativas”. A psicóloga afirma que essa situação não é algo que surgiu agora, já aconteceu antes, especialmente na infância delas.

Vivências

A professora orientadora da pesquisa, Rosane Pilot Ribeiro, chama a atenção para o caráter afetivo da alimentação e também para o simbolismo que o alimento confere às relações sociais e emocionais, tendo na família importante instrumento de transmissão de rituais e regras dietéticas.

“O alimento não serve apenas para suprir necessidades fisiológicas, mas vem carregado de vivências afetivas, significados”, lembra Rosane, alertando para o fato de que, se esses transtornos são transmitidos pelas gerações, não adianta apontar ou achar um culpado. “Não é culpa da mãe”, defende a professora.

A psicóloga Christiane completa: “Na questão geracional, não há culpados. Há um conteúdo transmitido que atravessa gerações”, garante. “Mas devido à complexidade dos fatores que envolvem a doença, uma série de aspectos necessita de análise para entender o transtorno alimentar.

O foco está na doença da filha, mas trata-se de uma rede: constituição da mente da paciente, questões sociais, culturais, biológicas, genéticas, padrões de vínculo e a transmissão transgeracional. A abordagem da vida materna, sua história e os significados que atribuiu à sua alimentação conferem o aspecto inédito ao trabalho, aponta Rosane.

“É um estudo importante e inovador em termos de transmissão psíquica envolvendo transtorno alimentar”, conclui.

Fonte: Agência USP de Notícias

sábado, 5 de junho de 2010

MÁ NOTÍCIA PARA OS GORDINHOS!!

Pessoas em boa forma queimam mais gordura do que os demais

Má notícia para os gordinhos: quem está em melhor condição física queima a gordura do corpo de modo mais eficiente do que quem está em pior forma, quando ambos fazem exatamente o mesmo tipo de exercício.

Foi o que revelou o primeiro estudo detalhado da química do sangue em pessoas que fizeram exercícios.


"Estas substâncias bioquímicas dão um retrato instantâneo do estado de saúde de um indivíduo", diz um dos líderes do estudo, o médico Gregory D. Lewis, do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, EUA, e do Instituto Broad do MIT e Harvard, da vizinha Cambridge.


"O exercício produz inúmeros efeitos salutares, mas a nossa compreensão de como estes ocorrem é limitada", escreveu a equipe de 23 pesquisadores na última edição da revista médica "Science Translational Medicine".


"Exercícios podem conferir proteção cardiovascular, desmascarar disfunção oculta de órgãos, e prever o prognóstico da doença, mas como e por que esses efeitos ocorrem não é totalmente claro ainda", afirmam os pesquisadores.


Quando uma pessoa se exercita -correndo, por exemplo-, ocorrem muitas mudanças na química do sangue. Ao usar a energia do corpo, surge no sangue uma grande quantidade de subprodutos, substâncias químicas ligadas ao metabolismo, ou "metabólitos".

A equipe liderada por Lewis e Robert E. Gerszten, das mesmas instituições, usou técnicas de espectrometria de massa para identificar a presença de cerca de 200 metabólitos no sangue de voluntários antes, logo em seguida e uma hora depois do exercício por dez minutos em uma esteira.


Pessoas que estavam em boa forma tiveram um aumento de 98% na "queima" de gordura, açúcar e aminoácidos; as em pior forma só atingiram um aumento de 60% a 70% nesses índices.


Maratona


Mas nada disso se compara ao que acontece com corredores de maratona. A equipe examinou o sangue de atletas participantes da maratona de Boston. O aumento na queima de calorias foi de incríveis 1.128%.


As mudanças na química do sangue permitem aos em melhor forma queimar calorias com mais eficiência.


Esse tipo de exame poderá ajudar, no futuro, no desenvolvimento de terapias para doenças cardiovasculares e diabetes e mesmo para melhorar o desempenho esportivo por meio de suplementos alimentares que acrescentariam ao corpo as substâncias químicas ligadas à maior eficiência energética.

O esporte trouxe modificação significativa no nível sanguíneo de mais de vinte "metabólitos".

Essas mudanças em geral se concentraram nos músculos exercitados, mas algumas foram percebidas em todo o corpo.

E o efeito do exercício foi duradouro, como mostra o fato de muitas das mudanças bioquímicas ainda estarem presentes uma hora depois do exercício.


Houve diferença também na composição química quando o exercício físico era rápido -os dez minutos na esteira- ou prolongado -caso da maratona.

Nos maratonistas, também caiu de modo significativo o nível de aminoácidos.

por
RICARDO B. NETO

quinta-feira, 3 de junho de 2010

EMAGRECER EM DEZ MINUTOS


Dez minutos de atividades intensas já ajudam a emagrecer e a prevenir o diabetes

WASHINGTON - Basta fazer dez minutos de exercícios intensos para começar a queimar gorduras.

Esse hábito, dizem pesquisadores, produz mudanças metabólicas que duram pelo menos uma hora. E quanto melhor a condição física, mais benefícios a pessoa terá.

É o que mostra um estudo realizado no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos.

As pesquisas na área visam a investigar as diferenças nos benefícios da prática de atividade física e dieta, além de buscar novos padrões que possam indicar riscos de doenças e novas formas de tratá-las.

E a equipe de Robert Gerszten avaliou as alterações bioquímicas no sangue de várias pessoas. Alguns adultos eram saudáveis, outros não tinham fôlego para se exercitar e um grupo de corredores de maratona.

Os pesquisadores pediram a 70 voluntários saudáveis para usar a esteira e analisaram mais de 20 metabólitos, as moléculas que se formam quando um indivíduo se exercita. Estes compostos, produzidos de forma natural, ajudam a queimar gordura e melhoram o controle do açúcar no sangue.

Certos metabólitos se aceleram durante o exercício, como aqueles envolvidos na queima de gorduras, enquanto outros relacionados ao estresse diminuem.

Os resultados não são definitivos, já que esse campo de estudo é muito amplo, mas os dados reforçam a orientação de que mesmo curtos períodos de exercícios fazem bem à saúde, afirmam os autores.

A equipe de Gerszten descobriu que algumas alterações metabólicas começavam com dez minutos de atividade em esteira e permaneciam por pelo menos uma hora depois de as pessoas pararem.

É mais uma evidência clara de que a prática de exercícios proporciona benefícios a longo prazo.

Ao estudar um metabólito responsável por queimar gordura sua equipe observou que o grupo com melhor condição física gastava mais calorias do que o grupo com menor condicionamento físico. J

á os 25 corredores de maratona apresentaram um aumento dez vezes maior nesse metabólito depois das provas.

E as diferenças nos metabólitos permitiram saber quais os corredores haviam terminado em menos de quatro horas e quais corriam em menor velocidade.

- Conseguimos uma fotografia química instantânea do condicionamento físico de uma pessoa. E podemos mapear a variedade metabólica, disse Gerszten.

Fonte - O Globo Saúde

quarta-feira, 2 de junho de 2010

COMO PROCEDER NAS EMERGÊNCIAS MÉDICAS!!

MAIS QUE NUNCA É HORA DE SABER!!

Você saberia o que fazer em uma situação médica crítica? Você sabe dizer:

Se um problema necessita de atendimento de emergência?

Quando você deve procurar ou ligar para um médico?

Se você é capaz de realizar os primeiros socorros para cuidar de um problema?

Este texto irá ajudá-lo a responder estas perguntas.

Reconhecendo as emergências

Como saber qual a diferença entre uma emergência real e um problema menor? Determinados sintomas são tão alarmantes que a necessidade de um atendimento de emergência, ou até de uma ambulância, é óbvia. Mas o que você deve fazer em relação a doenças e lesões mais comuns?

Apenas o médico consegue diagnosticar determinados problemas. Mas você pode proteger a sua saúde e a da sua família aprendendo a reconhecer certos sintomas.

Saiba quais os sintomas a que você deve prestar atenção. De acordo com o Amercian College of Emergency Physicians, dos Estados Unidos, os sintomas abaixo são sinais que alertam a presença de uma emergência médica:

Dificuldade para respirar, respiração curta

Dor ou aperto/pressão no peito ou na parte superior do abdome

Desmaio

Tontura de aparecimento súbito, fraqueza (perda de força) ou alteração de visão

Mudança de estado mental, como comportamento anormal, confusão, dificuldade de acordar ou de se manter alerta/acordado

Dor de aparecimento súbito, em qualquer local do corpo

Sangramento que não pára

Vômitos intensos ou persistentes

Tossir ou vomitar sangue

Pensamentos suicidas ou homicidas

Você também deve-se familiarizar com os sinais e sintomas de doenças e lesões mais comuns.

Converse com seu médico antes que tenha uma emergência. Pergunte o que deve fazer se alguém de sua família necessitar de atendimento de emergência. Você deve ligar para o consultório do médico primeiro? Deve ir diretamente para o pronto-socorro? O que deve fazer quando o consultório/clínica do seu médico estiver fechado?

Confie nos seus instintos. Pais geralmente são muito bons em reconhecer sinais de comportamento anormal ou outros sintomas que indicam uma emergência. Muitos outros fatores, incluindo a hora do dia, outros problemas médicos ou estado de espírito podem transformar problemas médicos menores em "emergências".

Pronto para emergências médicas

Medidas a serem tomadas antes que aconteça uma emergência médica:

Aprenda os cuidados básicos de primeiros socorros. Faça um curso de ressusitação cardiopulmonar e primeiros socorros. Estes cursos lhe darão alguma prática em realizar os primeiros socorros prontamente. O que você aprende pode salvar uma vida. Descubra sobre esses cursos em locais como:

Cruz vermelha

Hospitais

Departamentos de bombeiros

Departamento de saúde/educação comunitária

Procure saber quais os serviços cobertos pelo seu plano de saúde

Procure saber quais os procedimentos que precisam ser seguidos para você obter um atendimento de emergência

Carregue sempre com você as seguintes informações: (Nota: Dê estas informações às pessoas que cuidam de seus filhos.)

O seu nome, endereço, telefone e o nome e telefone da pessoa a ser chamada no caso de você precisar de atendimento de emergência.

As informações do seu plano ou seguro de saúde.

Informações médicas importantes. Estas podem estar escritas em um bracelete ou em uma placa pendurada ao redor do pescoço.

Outro exemplo é colocar em um cartão preso ao seu documento de identidade.

Telefones para emergência (ambulância, resgate, pronto-socorro, telefone do médico, etc.).

Site LINCX TUDO SOBRE SAÚDE

terça-feira, 1 de junho de 2010

A PALAVRA DE ORDEM É MOVIMENTO!!



Importância da atividade física


"A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas saudáveis.

Antigamente, existiam duas idéias que tentavam explicar a associação entre o exercício e a saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra proposta dizia que a atividade física, na verdade, representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física.

Hoje em dia sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam."

Introdução

Mas o que é atividade física? De acordo com Marcello Montti, atividade física é definida como um conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto de energia e alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, além de atividades mental e social, de modo que terá como resultados os benefícios à saúde.

No Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo grande importância.

As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto.

O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso país. Assim, vemos como a atividade física é assunto de saúde pública.

Por que a preocupação com o sedentarismo?

Na grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil, mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não praticam um nível adequado de exercício físico. Esse problema fica mais claro quando levamos em conta os dados do censo de 2000, que mostram que 80% da população brasileira vive nas cidades.

Os indivíduos mais sujeitos ao sedentarismo são: mulheres, idosos, pessoas de nível sócio-econômico mais baixo e os indivíduos incapacitados. Observou-se que as pessoas reduzem, gradativamente, o nível de atividade física, a partir da adolescência.

Em todo o mundo observa-se um aumento da obesidade, o que se relaciona pelo menos em parte à falta da prática de atividades físicas. É o famoso estilo de vida moderno, no qual a maior parte do tempo livre é passado assistindo televisão, usando computadores, jogando videogames, etc.

Quais são os benefícios da atividade física?

A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético, auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar no desenvolvimento das habilidades psicomotoras.

Com relação à saúde física, observamos perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o "colesterol bom").

Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Veja, a pessoa que deixa de ser sedentária e passa a ser um pouco mais ativa diminui o risco de morte por doenças do coração em 40%! Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos de vida é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida.

Já no campo da saúde mental, a prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse.

Além disso, auxilia também na manutenção da abstinência de drogas e na recuperação da auto-estima. Há redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão.

A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

Interessante notar que quanto maior o gasto de energia, em atividades físicas habituais, maiores serão os benefícios para a saúde. Porém, as maiores diferenças na incidência de doenças ocorrem entre os indivíduos sedentários e os pouco ativos.

Entre os últimos e aqueles que se exercitam mais, a diferença não é tão grande. Assim, não é necessária a prática intensa de atividade física para que se garanta seus benefícios para a saúde.

O mínimo de atividade física necessária para que se alcance esse objetivo é de mais ou menos 200Kcal/dia. Dessa forma, atividades que consomem mais energia podem ser realizadas por menos tempo e com menor freqüência, enquanto aquelas com menor gasto devem ser realizadas por mais tempo e/ou mais freqüentes.

Como é feita a escolha da atividade física adequada?

A escolha é feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores:

• Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que a pessoa não se sinta bem praticando.

• Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais leves.

• Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos.

Atividade física em crianças e jovens

Nesses grupos, além de ser importante na aquisição de habilidades psicomotoras, a atividade física é importante para o desenvolvimento intelectual, favorecendo um melhor desempenho escolar e também melhor convívio social. A prática regular de exercícios pode funcionar como uma via de escape para a energia "extra normal" das crianças, ou seja, sua hiperatividade.

Atividade física em idosos

A falta de aptidão física e a capacidade funcional pobre são umas das principais causas de baixa qualidade de vida, nos idosos. Com o avanço da idade, há uma redução da capacidade cardiovascular, da massa muscular, da força e flexibilidade musculares, sendo que esses efeitos são exacerbados pela falta de exercício.

Está mais do que comprovado que os idosos obtém benefícios da prática de atividade física regular tanto quanto os jovens. Ela promove mudanças corporais, melhora a auto-estima, a autoconfiança e a afetividade, aumentando a socialização.

Antes do início da prática de exercícios, o idoso deve passar por uma avaliação médica cuidadosa e realização de exames. Isso permitirá ao médico indicar a melhor atividade, que pode incluir: caminhada, exercício em bicicleta ergométrica, natação, hidroginástica e musculação.

Algumas recomendações são importantes, e valem também para as outras faixas etárias:

• Uso de roupas e calçados adequados.

• Ingestão de grandes quantidades de líquidos, antes do exercício.

• Praticar atividades apenas quando estiver se sentindo bem.

• Iniciar as atividades lenta e gradualmente.

• Evitar o cigarro e medicamentos para dormir.

• Alimentar-se até duas horas antes do exercício.

• Respeitar seus limites pessoais.

• Informar qualquer sintoma.

Atividade física durante a gestação

É necessário a todas as gestantes um trabalho corporal a cada trimestre da gestação, para facilitar a adequação às alterações que ocorrem nesse período. Uma melhor capacidade cardiorrespiratória facilita a realização das atividades domésticas; uma melhoria das condições musculares e esqueléticas ajuda na adaptação às mudanças posturais e no trabalho de parto. Além disso, é de extrema importância a auto-estima, a convivência com outras gestantes e os sentimentos de segurança e de felicidade.

Os exercícios de ginástica garantem fortalecimento muscular, protegendo assim as articulações e reduzindo o risco de lesões. Ajudam também na oxigenação, na circulação e no controle da respiração. Já os exercícios desenvolvidos na água favorecem o relaxamento corporal, reduzem as dores nas pernas e o inchaço dos pés e mãos.

Antes do início dos exercícios, a gestante deve passar por consulta de pré-natal para ser avaliada pelo obstetra. Após a realização dos exames ele poderá liberar ou não a prática de exercícios. As mulheres que já praticavam atividade física e que nunca sofreram aborto espontâneo, podem continuar as atividades após adaptação para seu novo estado.

Já aquelas sedentárias devem iniciar os exercícios após a décima segunda semana de gestação. Não havendo problemas, os exercícios podem ser continuados até o parto, embora seja necessário reduzir a intensidade aos poucos. Após o parto normal, as atividades podem ser retomadas após 40 dias. No caso de cesárea, o médico avalia cada caso.

As atividades físicas mais recomendadas às mulheres grávidas são:

• Caminhada: é muito bom para a preparação para o parto, já que melhora a capacidade cardiorrespiratória e favorece o encaixe do bebê na bacia da mãe. O ideal é caminhar 3 vezes por semana, cerca de 30 minutos.

• Natação: trabalha bastante a musculatura. Atenção: apenas algumas modalidades são liberadas durante a gestação.

• Hidroginástica: são os mais indicados para as gestantes!

• Alongamento: ajuda a manter a musculatura relaxada e o controle da respiração.

Considerações finais

Para finalizar devemos ressaltar que a prática de atividade física deve ser sempre indicada e acompanhada por profissional qualificado, incluindo médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Caso sinta algo diferente é mandatório informar ao responsável.

Outro ponto importante, que não deve ser esquecido, é a adoção de uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e fibras. Prefira o consumo de carnes grelhadas ou preparadas com pouca gordura. Evite o consumo excessivo de doces, comidas congeladas e os famosos lanches de "fast-foods". E lembre-se: beba muito líquido (de preferência água e sucos naturais).

A atividade física consiste em exercícios bem planejados e bem estruturados, realizados repetitivamente. Eles conferem benefícios aos praticantes e têm seus riscos minimizados através de orientação e controle adequados. Esses exercícios regulares aumentam a longevidade, melhoram o nível de energia, a disposição e a saúde de um modo geral.

Afetam de maneira positiva o desempenho intelectual, o raciocínio, a velocidade de reação, o convívio social.

O que isso quer dizer? Há uma melhora significativa da sua qualidade de vida!

O que precisamos ressaltar é o investimento contínuo no futuro, a partir do qual as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas no seu dia-a-dia, como subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavagem do carro, passeios no parque. A palavra de ordem é MOVIMENTO.

Site Boa Saúde