segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

REDUZINDO AS OLHEIRAS!!

Massagem para reduzir as Olheiras

Não há quem goste de olheiras. Para combatê-las, já inventaram de tudo: desde colocar rodelas de pepino nos olhos até aplicar compressas com chás. E não é que uma das dicas mais famosas pode mesmo funcionar?

É aquela da
massagem para diminuir as olheiras.

A técnica é indicada quando as olheiras são causadas pelo excesso de líquido sob a pele das pálpebras. Isso porque nem sempre as marcas aparecem devido a esse acúmulo, como explica a dermatologista Valéria Campos.

"As causas podem ser congênitas ou familiares - mais comuns em adultos e mulheres de olhos e cabelos escuros -, ou secundárias, por conta do excesso de sol, alterações hormonais, gestação ou amamentação; após dermatite inflamatória (de contato ou atópica); doenças sistêmicas associadas; alterações vasculares na região onde os vasos são superficiais e a pele é muito fina e transparente; além de olhos muito fundos".

O estresse e a dificuldade para dormir também podem ser causadores de olheiras.
Os principais benefícios da massagem para as olheiras são o "fortalecimento dos músculos orbiculares e aumento de drenagem na área das pálpebras", aponta a dermatologista Miriam Sabino.

Além disso, alguns exercícios diminuem a
tensão, relaxam a musculatura e minimizam algumas rugas de expressão. E o bom é que você mesma pode fazer em casa a massagem.
"Delicadamente, espalhe um pouquinho de creme específico para a área dos olhos, em movimentos suaves e circulares, de dentro para fora do rosto, circundando a área dos olhos", ensina Mirian.

Também faça movimentos para o fortalecimento do músculo orbicular dos olhos - que é o movimento de piscar com mais forca apertando os olhos somente com a força do músculo, como quem quer evitar a entrada de um grão de areia no interior dos olhos, por umas 10 vezes.

Faça isso uma vez ao dia, por 15 minutos.
"Na posição deitada, com a cabeça discretamente elevada, pressione suavemente o canto, o meio e a parte final da pálpebra inferior - e repita o movimento três vezes.

Em seguida, faça uma compressa gelada com chá de capim Santo ou erva cidreira", completa Valéria. Uma dica extra é aproveitar o momento e colocar uma música relaxante.
Todo mundo pode se beneficiar das massagens, com alguns cuidados.

"Basicamente, todas as pessoas podem fazer os exercícios, mas não por tempo prolongado, pois pode haver um aumento do cansaço da visão", alerta Miriam. De acordo com ela, após alguns dias seguindo direitinho as orientações, já se pode notar uma suavização das olheiras.


Para quem optou em realizar a drenagem linfática facial com um especialista, vale fazer alguns exercícios antes do procedimento.

Siga a orientação de Valéria, repetindo 10 vezes cada movimento.

Faça isso três vezes por semana: -

Arregale os olhos por três segundos e relaxe. Coloque a mão na testa para evitar rugas;
- Com a boca entreaberta, faça um biquinho. Mantenha por três segundos; -

Coloque os
lábios para dentro e sorria. Segure o movimento por três segundos;
- Sorria e, com os dedos indicador e médio, puxe levemente o canto da boca; -

Coloque os dedos indicador e médio no meio da testa e empurre para cima.

Por: Priscilla Nery - MBPress

domingo, 9 de janeiro de 2011

OS PRIMEIROS MINUTOS QUEIMAM!!


Se você está começando ou já pratica exercício físico, precisa saber sobre algumas informações importantes que envolvem esse universo!

E quando procura alguma informação sobre isso, só encontra aquelas palavras difíceis e de ordem técnica que não entende nada?

Parece que estão falando grego com você? Está na hora de aprender aquilo que quer saber em uma linguagem mais
fácil

Você já deve ter ouvido falar, na linguagem popular, que “os primeiros minutos de exercício físico não queimam nada”! Na verdade não é exatamente isso que acontece no primeiro momento da pratica de exercício físico. O que na verdade essa fala quer dizer?

No tempo de aproximadamente de 10-20 minutos de exercício, dependendo do corpo de cada pessoa, o organismo consome inicialmente o glicogênio muscular como fonte de energia.

O que quer dizer isso? Significa que só após esse tempo inicial, continuando o exercício, a glicose e os ácidos graxos passam a ser utilizados como fonte de energia. E assim, de certa forma, a gordura passa a ser consumida de forma mais intensa, como forma de produzir energia (após esse tempo inicial).

Então, não quer dizer que os primeiros minutos não se queima energia, mas que só após esse tempo é que o exercício físico passa a atuar de forma mais intensa para queimar aquelas famosas “gordurinhas” que você não aguenta mais.

Obviamente, esse tempo varia de pessoa para a pessoa e também tem a ver com a própria escolha do tipo de exercício físico. É uma estimativa geral e uma média de tempo.

Mas qual a mensagem importante disso? Se você está fazendo apenas vinte minutos de atividade física e está assim já algum tempo, tem como objetivo a perda de peso, talvez seja o momento de aumentar o seu tempo de exercícios!

Agora se o seu tempo disponível é só esse, tudo bem! É melhor que ficar parada (o)! É importante ter uma avaliação médica antes de começar qualquer exercício e acompanhamento no decorrer da prática. Vamos lá! Mexa-se e acelere! Exercite-se!

Fonte: Folha de São Paulo / Revista Corpore / Revista Boa Forma

sábado, 8 de janeiro de 2011

UM BOM 2011 PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA


Por um Ano Novo com mais qualidade na prestação de serviço

Ao encerrar mais um ano nesse espaço onde estou há muitos anos não poderia deixar de agradecer e manifestar a satisfação de trabalhar nessa maravilhosa equipe em prol da população que tantas dúvidas costumam ter em relação à atividade física.

Os usuários compostos de pessoas comuns que freqüentam ou não academia, estudantes de Educação Física e professores que frequentemente enviam as suas dúvidas e muitas delas acabam virando artigo são o foco do nosso trabalho e sem eles não poderíamos desenvolver e ampliar os nossos conhecimentos.

Para mim que apaixonadamente milito na Educação Física há quase 40 anos, aos 60 anos continuo aprender a cada nova pergunta que é sempre um novo desafio que me obriga a pesquisar sempre.

Aprendo na obrigação da pesquisa, na tentativa de erro e acerto com meus clientes e principalmente nos questionamentos de alguns profissionais que eventualmente discordam de um e outro artigo por mim escrito.

Valorizo isso porque muita gente até discorda, mas não se dá ao trabalho de questionar.

A Educação Física é fascinante exatamente por isso. Algumas questões existem consenso, mas as que geram discordância são as que justamente oferecem mais oportunidade de aprendizado.


Já me perguntaram quando vou me aposentar. Respondo que na Educação Física nunca. Quando vejo Oscar Niemeyer aos 103 anos entregando projetos ainda trabalhando penso que ainda tenho muito para aprender e a me dedicar à profissão.


Sei que por vezes sou meio chato nos meus artigos explicando tudo bem “explicadinho”, mas é por conta da minha ânsia de ler e escrever cada vez mais e mais.

É por uma boa causa. Em minha concepção a terra não vai precisar dos meus conhecimentos e por isso faço questão de tudo que aprendo escrever e divulgar para que a sociedade de alguma forma aproveite.

Carlos Drummond de Andrade dizia que o poeta só morre quando as pessoas param de falar nele. Assim eu e qualquer um que escreve disponibilizando seus artigos na Internet quando chegar a nossa hora por muito tempo ainda vão continuar a falar da gente em cada acesso, em cada nova leitura.

A Educação Física evolui sempre e se não fosse assim não seria tão fascinante. A verdade de hoje é o defasado de amanhã e por isso ninguém é dono da verdade e não pode se julgar o Deus da sabedoria.


E lembrar que quando comecei num pelotão de operações especiais no exército fazíamos muitos exercícios hoje absurdos totalmente condenados como certos tipos de abdominais e o famoso “canguru” altamente lesivo aos joelhos.

Até o próprio exército através dos seus profissionais formados na Escola de Educação Física do Exército que hoje é uma referência têm contribuído e muito para a evolução da Educação Física.

Por isso hoje dou muita importância a todos os profissionais de Educação Física que se comprometem a trocar experiência. Os mais velhos com a sabedoria e bom senso. Os mais novos, os que realmente estudam, estão vendo coisas mais novas e atualizadas.


Sei que algumas coisas que escrevo não agradam a todos, mas ninguém consegue agradar a todo mundo também. Defendo e vou defender sempre a conduta ética e mais conhecimento da classe profissional porque o cliente hoje é mais exigente.

Quando vemos a maioria de novos médicos e advogados serem reprovados nas avaliações de seus Conselhos de classe, poucas faculdades de Educação Física atingir nota máxima no ENADE e saber que uma parcela de graduandos lêem pouco isso é preocupante.
A todos os clientes, amigos, profissionais, estudantes e equipe de redação sem a qual não poderíamos realizar o nosso trabalho muito obrigado pelo respeito, cordialidade e profissionalismo que manifestaram ao longo de 2010. Que pelo menos o ano que se inicia possamos melhorar ainda mais a qualidade do atendimento.

Desejo um ano novo próspero com muitas realizações no campo profissional, emocional, físico, social e espiritual. Se conseguirmos a metade disso já seremos felizes.

MUSCULAÇÃO E PERSONAL TRAINING


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

VOCÊ CUMPRE RESOLUÇÕES DE ANO-NOVO??


Estruturas cerebrais “chamam a atenção” de outras áreas para as boas idéias.

Desejo, objetivo e estratégia são produtos de três sistemas diferentes do cérebro.

Todo fim de ano é a mesma coisa: promessas, promessas, promessas. Aproveitamos o marco temporal da mudança de calendário para prometer a nós mesmos finalmente fazer aquele regime, voltar à ginástica, arrumar a estante, aprender outra língua, saldar as dívidas.

A intenção é das melhores, sem dúvida – mas a maior parte das resoluções dura pouco, e logo as abandonamos e ficamos só na proposta, até começar tudo de novo no ano seguinte. Por que gostamos tanto de tomar resoluções de ano-novo e por que é tantas vezes difícil cumpri-las?

Acredito que a resposta esteja contida em uma frase que li em uma delegacia em Joanesburgo (não, eu não tinha feito nada errado nem sofrido um crime; estava apenas acompanhando um amigo em uma questão burocrática a resolver).

Como parte do programa de melhora no desempenho dos policiais, uma folha de papel colada à parede lembrava aos funcionários, em letras enormes: “Um objetivo sem um plano não é mais que um desejo”.

A frase ficou comigo, pois resume quase poeticamente a essência da nossa capacidade de dirigir o próprio futuro: a possibilidade de nosso cérebro identificar uma vontade (algo cuja simples antecipação nos dá prazer desde já, e portanto motivação suficiente para seguir adiante), transformá-la em objetivo (uma meta a ser alcançada, como um ponto no horizonte a guiar nossos passos), e então tecer uma estratégia para chegar lá (um programa motor ou mental, como uma sequência de passos a serem seguidos para atingir o horizonte).

Sem desejo não há objetivo; sem meta não há plano; e sem um plano só se chega ao objetivo por acaso, se tanto.

O interessante é que desejo, objetivo e estratégia são produtos de três sistemas diferentes do cérebro, que operam de maneira bastante autônoma, porém integrada.

Antecipar prazeres, caber de novo dentro daquele vestido, saber falar a língua do país que você vai visitar ou ter um dinheirinho sobrando no banco é função das estruturas do sistema de recompensa e motivação, como o estriado ventral, a área tegmentar ventral e o córtex orbitofrontal.

Essas regiões sinalizam para o resto do cérebro aquelas informações ou ideias que são mais interessantes que as demais e, portanto, vale a pena serem seguidas.

Fonte: Mente e Cérebro -Por Suzana Herculano-Houzel

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O CALOR CONTINUA APÓS O EXERCICIO??

Sensação de calor após exercícios é um tema mais complexo do que parece.

Dissipação retardada de calor e reparação tecidual pode ser algumas das causas.

É um dia frio e você acabou de terminar uma cansativa sessão na academia, suando em cima de uma esteira. Ou numa aula de spinning. Ou nadou quilômetros na piscina. Ou acabou de terminar uma longa corrida ou um duro percurso de bicicleta.

Agora você tomou um banho e trocou de roupa. Parou de transpirar, mas ainda se sente quente. Subitamente, sua casa fria e seu escritório não parecem mais tão gelados.

Pesquisadores de atividades físicas costumavam dizer que isso era um bônus do exercício --que você queima calorias não só enquanto se exercita, mas também por horas depois de parar, até mesmo pelo resto do dia.

O exercício, eles diziam, tem um efeito significativo sobre a perda de peso graças ao chamado consumo de oxigênio em excesso pós-exercício.

Mas então apareciam aqueles "do contra", relatando que esse efeito era apenas um mito. O ritmo metabólico volta ao normal logo que o exercício chega ao fim, informaram pesquisadores.

Ainda assim, muitos que se exercitam insistem que deve haver alguma mudança em seu metabolismo. Se não, por que eles se sentiriam tão quentes? Se não é um ritmo metabólico acelerado, então o que é?

Paul Laursen, fisiologista de desempenho da Academia de Esportes da Nova Zelândia, compete nos triatlos Ironman. Os exercícios prolongados e intensos fazem parte de sua vida.

Ele sentiu o efeito continuado, diz ele, após uma recente corrida de bicicleta de 90 milhas (cerca de 140 km).

"Era uma grande sessão de treino com amigos, os níveis de testosterona estavam altos, e estávamos todos tentando ultrapassar uns aos outros nas subidas", escreveu Laursen por e-mail. "Foi como se eu estivesse com febre pelo resto do dia. E continuou durante a noite. Minha esposa dormiu com uma coberta, mas eu quis somente o lençol. Meu corpo parecia uma fornalha".

Acontece que não existe uma resposta fácil para por que pessoas como Laursen se sentem tão quentes.

"De uma coisa temos certeza: seu metabolismo vai às alturas quando você se exercita", afirmou Nisha Charkoudian, professora de fisiologia na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota.

"Então, quando você para, o fato interessante --e que não compreendemos-- é que sua temperatura corporal fica alta por cerca de duas horas."

Intensidade

O efeito depende muito da intensidade de seu exercício. "Se você sai para uma caminhada, sua temperatura não sobe tanto", disse Charkoudian, mas ao correr intensamente por uma hora, você pode ter o que se parece com uma febre: uma temperatura de aproximadamente 38ºC.

É um efeito que Glenn Kenny, professor da Escola de Cinética Humana e Ciências da Saúde da Universidade de Ottawa, passou anos pesquisando.

Ele construiu uma máquina de US$ 1 milhão --a única do mundo, segundo ele-- que pode medir alterações minuto a minuto na perda de calor corporal.

Ela se parece com uma lata gigante. O indivíduo se senta em seu interior e pedala numa bicicleta reclinada.

O dispositivo pode detectar a quantidade de calor dissipada pelo corpo do indivíduo a cada momento do exercício, e a cada momento do descanso pós-exercício, sob diferentes condições temperatura do ar maior ou menor, mais ou menos umidade.

A partir de experimentos com o dispositivo, Kenny descobriu a razão para o estado febril que aparece quando a temperatura básica do corpo está elevada: isso não ocorre porque você continua queimando calorias no mesmo ritmo do exercício, mas porque o corpo tem dificuldade em se livrar do calor adicional que foi gerado durante a sessão.

A dissipação de calor é acentuadamente reduzida após o exercício: por algum motivo, o corpo simplesmente não consegue eliminar o calor extra que ganhou.

Kenny imagina que o efeito esteja relacionado aos efeitos do exercício sobre o sistema cardiovascular. Porém, mesmo se sentindo quente, você não está queimando mais calorias, diz ele, e portanto não irá perder mais peso.

Metabolismo

De outros estudos, onde mediu ritmos metabólicos, ele descarta afirmações de que o exercício também poderia elevar a taxa com que as pessoas queimam calorias nas horas subsequentes. Ele descobriu que qualquer efeito sobre o metabolismo pós-exercício era tão pequeno que chegava a ser imensurável, e tão passageiro que acabava em até cinco minutos depois da interrupção. Seus participantes, porém, não eram pessoas como Laursen.

Os participantes do Joseph LaForgia eram. Ou eram, pelo menos, atletas experientes. LaForgia, um fisiologista de atividades físicas da Universidade do Sul da Austrália, diz que as pessoas que se exercitam intensamente --fazendo corridas frequentes, por exemplo-- podem sentir um efeito metabólico prolongado.

Suas taxas metabólicas podem subir e permanecer altas por sete horas depois do fim dos exercícios.

Mesmo assim, as calorias adicionais queimadas representavam cerca de 10% das calorias queimadas durante os exercícios intensos.

Quanto às pessoas que se exercitavam moderadamente, como faz a maioria, o pequeno aumento no metabolismo não durou mais de duas horas e acumulou apenas 5% da quantidade queimada no exercício.

E como uma sessão modesta de exercícios queima muito menos calorias que uma sessão intensa, as pessoas que se exercitavam moderadamente acabavam com uma queima adicional subsequente muito pequena.

Mas isso ainda deixa uma dúvida. Se sua taxa metabólica aumenta levemente, por que você se sentiria mais quente por até sete horas após uma malhação longa e intensa?

LaForgia diz não ter estudado as sensações de calor, e Kenny diz que se alguém se sente quente por tanto tempo, esse não seria um efeito da dissipação retardada de calor.

Em vez disso, a sensação poderia ser causada por outro efeito do exercício --os esforços do corpo em reparar sutis danos nos tecidos, causados por toda aquela atividade. O sistema imunológico pode entrar na jogada, assim como as enzimas que reparam músculos e precisam de energia produtora de calor.

Talvez os efeitos geradores de calor da reparação de danos sejam o motivo para Laursen ter chutado as cobertas naquele noite, após seu percurso de 90 milhas (cerca de 140 km).

Se esse for o caso, ele provavelmente não estava queimando muitas calorias extras. Porém, mais uma vez, a longa pedalada pelas montanhas da Nova Zelândia havia queimado mais do que o suficiente.

Fonte: Folha.com.br

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

CUIDADO COM SEU SONO!!

Um estudo realizado na Unicamp comprovou que mais de 60% dos estudantes universitários dormem mal.

E a causa principal é o uso do computador à noite - dependendo do horário, o índice de uso do computador no período noturno ultrapassa a marca de 70%.

O estudo, realizado pela psicóloga Gema Galgani Mesquita Duarte e orientado pelo professor Rubens Nelson do Amaral de Assis Reimão, foi publicado na revista Arquivos de Neuropsiquiatria.

Além de observar que os jovens estão dormindo mal à noite por causa do uso do computador, a pesquisa trouxe à tona outros dados, como a influência do tabaco nos distúrbios do sono e a não-interferência de atividades físicas na melhora de sua qualidade.

Sono entre estudantes

O interesse em pesquisar a percepção do sono entre adultos jovens que ingressam na universidade surgiu a partir de um estudo anterior, no qual a pesquisadora investigou os padrões do sono relacionados à utilização do computador entre adolescentes que frequentavam o ensino médio.

Para dar continuidade ao estudo, Gema aplicou um questionário para mais de 1.400 estudantes universitários da Universidade Federal de Alfenas, em Minas Gerais.

O questionário incluía perguntas sobre o tipo de alimentação (sanduíches, frutas, legumes, carnes e derivados do leite), exercícios físicos, consumo de bebida alcoólica, tabagismo e a saída para festas e eventos noturnos.

E, ainda, sobre a utilização de computadores e da televisão durante as noites, cochilos durante os dias e se as preocupações afetivas e financeiras influenciavam.

Para avaliar a qualidade do sono foi utilizado o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (IQSP), composto por 19 itens autoavaliativos. São considerados bons dormidores aqueles que obtiveram uma pontuação menor que cinco e maus dormidores, maior que cinco.

"Este índice indica a duração e a latência do sono, a sonolência diurna e os distúrbios. Eu esperava que o álcool e a balada fossem determinantes para o aumento de maus dormidores, mas foram o computador e o tabaco que mais alteraram o sono dos universitários", disse Gema.

Qualidade do sono

Cientistas e pesquisadores acreditam que a boa qualidade do sono seja imprescindível para a manutenção de uma vida saudável.

Segundo estudos internacionais utilizados pela pesquisadora para balizar o trabalho, o sono, além ser importante para restauração da energia física, participa das atividades mentais e emocionais.

Dormir mal pode repercutir nas atividades do aprendizado dentro e fora do ambiente escolar.

Esses mesmos estudos demonstram que a falta de sono ou sua má qualidade estão relacionadas com a diminuição da motivação e da concentração, déficits de memória, sonolência diurna e alterações de humor. Por outro lado, o sono de boa qualidade é apontado como fator-chave para o desempenho acadêmico.

O bom sono depende de regularidade dos horários de se deitar e de se levantar, da preservação do tempo de sono, de acordo com a faixa etária e livre dos distúrbios. Dentre os distúrbios do sono, estão as latências do sono aumentadas, acordar no meio da noite, o ronco, os pesadelos e as dores musculares. A qualidade do sono depende, ainda, da necessidade diária, a qual varia de indivíduo para indivíduo e de acordo com a idade.

Necessidades de sono

De acordo com a literatura médica mundial, há uma variabilidade individual da necessidade do sono.

Normalmente, um adulto jovem na faixa etária entre 17 e 25 anos precisa de sete a oito horas e meia de sono por noite. Há pessoas, entretanto, que com apenas cinco horas se sentem satisfeitas e restauradas para as atividades diárias.

Entretanto, alerta a pesquisadora, é importante que o período de dormir seja à noite, pois a fisiologia do sono depende do relógio biológico que, por sua vez, está sincronizado com o dia e a noite, isto é, o claro e o escuro - determinados pela rotação da Terra.

O hormônio do sono, a melatonina, é metabolizado durante a noite.

Quando analisada a utilização da televisão e do computador, observa-se que estes se assemelham na intensidade da emissão da luz, mas o modo de uso é diferente.

Diante do aparelho de televisão o telespectador se coloca, na maioria das vezes, confortavelmente sentado ou deitado, controlando os canais pelo controle remoto a uma distância de aproximadamente 3 metros da tela.

Diante do monitor do computador, o internauta fica a uma distância de 50 a 60 centímetros da tela e sua interação é muito mais ativa, tanto física como mentalmente.

No caso do computador, a luz emitida pelo aparelho fica muito próxima da retina. As células da retina, ao receberem estímulo luminoso, enviam uma mensagem elétrica que alcança o hipotálamo; este, além de comandar as glândulas do organismo, possui um pequeno núcleo onde se localiza o relógio biológico, essencial à manutenção dos ritmos e dos ciclos sono-vigília.

A intensidade, a variação e o horário das luzes emitidas pelos aparelhos incidindo sobre a retina desregulam no organismo a liberação normal de melatonina, o hormônio responsável pelo sono e, consequentemente, alteram sua qualidade.

"Quando você fica na frente do computador exposto à luz do monitor até a meia-noite, há atraso no ciclo vigília-sono. As pessoas vão demorar para dormir, e a metabolização do hormônio do sono será mais lenta. Quando essa exposição acontece depois da meia-noite, há um adiantamento dessa fase e as pessoas vão ficar mais sonolentas. O ideal, para que uma pessoa durma bem e tenha qualidade do sono, é que ela durma à noite e evite a claridade", explicou Gema.

Computador e sono

O fato de acessar o computador durante as noites nos dias da semana aumentou as proporções de maus dormidores.

De acordo com o estudo, 58,06% dormem mal e acessam o computador entre 19 e 21 horas; 71,43% têm problemas com o sono e usam o equipamento entre 19 e 22 horas; 73,33% apresentam incômodos e fazem uso do computador entre 19 e 24 horas; 52,38% dormem mal e utilizam o aparelho das 19 horas até de madrugada.

Entre os internautas de finais de semana, 36,45% acessam o computador e dormem bem, enquanto 63,55% usam a internet e dormem mal.

Em relação aos horários de assistir TV, os grupos não diferenciaram entre si na classificação do sono.

Outra questão apontada pelo estudo foi que 83,4% das mulheres pesquisadas têm mais chance de dormir mal quando utilizam o computador entre o horário das 19 às 24 horas. Já com relação aos homens, este índice ficou em 47,7%, de acordo com a pesquisa.

Álcool, cigarro e baladas

Para os resultados do consumo de álcool relacionados à classificação do sono, o estudo demonstrou que 58,33% não consomem álcool e 61,28% bebem e dormem mal.

Com relação ao tabaco, os dados demonstraram que 59,76% dos não-fumantes e 70,59% dos fumantes têm problemas com o sono.

"Entretanto, se analisarmos o uso do tabaco com o uso do computador, o tabaco apresentou um índice de 4,7% menor se comparado ao impacto da utilização do equipamento que, de acordo com a pesquisa, foi de 51,1%", disse Gema.

Na variável "frequentar baladas noturnas", os grupos não apresentaram diferenças significativas entre si em relação aos bons e maus dormidores.
Exercícios físicos e sono

Nos resultados da prática dos "exercícios físicos" foi observado que 60,59% dos que não praticam atividades físicas e 59,94% dos que se exercitam dormem mal. Entre os universitários que praticam atividade física e acessam o computador à noite nos horários das 19 às 24 horas, o estudo mostrou índices significativos para o aumento de maus dormidores.

"Eu imaginava que os universitários que praticavam atividade física dormissem bem, mas na minha amostragem não foi isso que vi. Dos 374 universitários que praticam atividades físicas, 147 acessam o computador à noite e dormem mal. Que a atividade física diminui o distúrbio do sono é verdade, mas que contribui para aumentar o número de bons dormidores, isso não", observou a pesquisadora, surpresa com os dados. "Porque, em nossa pesquisa, vimos que os jovens que praticam exercícios físicos alimentam-se mal, consomem bebidas alcoólicas, vão para baladas e ainda utilizam-se do computador no período da noite. Mas foi o uso do equipamento à noite o que mais piorou a qualidade do sono dos universitários que praticam exercícios físicos".

Segundo Gema, o horário da prática de atividade física pode, ainda, piorar o sono. Há um estudo internacional que faz uma associação entre praticantes de atividade física e consumo de cafeína. Segundo o estudo, o tempo de sono profundo foi menor para quem usa cafeína. "Fiz outras associações e observamos que somente o fato de praticar exercícios físicos não é suficiente para melhorar a qualidade do sono. Minha hipótese é de que quem faz exercício físico tem que ter hábito salutar para cooperar com um bom sono", comentou.

Mas Gema sabe que pedir para um jovem ou um universitário parar ou diminuir o uso do computador à noite é quase uma utopia. Mãe de três filhos, que no início da pesquisa eram adolescentes e hoje já cursam a universidade e utilizam o computador dia e noite, ela afirma que o que era uma "voz solitária gritando no deserto" e preocupação de mãe virou comprovação acadêmica e científica.

Geração Y

"Meus filhos fazem parte da geração Y, que nasceu utilizando a tecnologia, principalmente o computador. Eles são estimulados a usá-lo. Quando chegam em casa, a primeira coisa que fazem é abrir email, Orkut ou Messenger. Combinam de ir para a balada pelo computador; ao voltarem, muitas vezes de madrugada, acessam a internet para comentar o que aconteceu na balada. É uma necessidade de comunicação. Trata-se de um estilo de vida que está alterando comportamentos, prejudicando a saúde dos jovens, podendo acarretar, inclusive, sobrepeso, porque a utilização do computador está diminuindo o tempo de sono desta geração", alertou a pesquisadora.

Esta é outra questão apontada pela pesquisadora - a relação sono e obesidade. Segundo Gema, estudos internacionais demonstram que a diminuição do tempo do sono está relacionada com o aumento do sobrepeso da população, com o aumento da diabetes II, com problemas gastrointestinais, entre outros.

Isto acontece, segundo esses estudos, porque ao dormir o organismo produz um outro tipo de hormônio, chamado de peptina, que regula a sensação de fome. O sono equilibra todas as reações bioquímicas do organismo, mantendo o bom funcionamento das células do corpo, dos órgãos e sistemas endócrinos. A falta de uma boa qualidade do sono parece ter um impacto nos condutores fisiológicos do balanço energético, nomeadamente no apetite e no gasto energético.

"É por isso que algumas pessoas acordam no meio da noite e vão comer. Sabe-se, também, que as pessoas que dormem menos, vivem menos. Há estudos internacionais que mostram que dormir pouco aumenta o risco dos transtornos psiquiátricos e emocionais. Dormir bem é fundamental à saúde. O computador é um excelente meio de comunicação, mas temos que investigar o que ele está causando na humanidade. Tudo isto eu comento na pesquisa", disse.

Geração do isolamento

Na opinião de Gema, mais do que levantar hipóteses, a pesquisa mostra que está diminuindo o tempo de sono dos jovens e isto pode acarretar sérios problemas de saúde.

"Você pode passar 12 horas na cama, mas se o sono for interrompido e não tiver qualidade, não será reparador e além do mais não se repõem as horas de sono perdidas", disse.

Para o futuro, a pesquisadora faz um prognóstico, definido por uma palavra: isolamento.

As pessoas vão se comunicar dentro de casa pelo computador, cada uma em seu quarto.

Será uma nova forma de comportamento. "Há uma pesquisa em andamento que estou orientando que avalia quão real é a emoção do internauta pela tela do computador. A raiva ou o amor que ele sente atrás de um monitor de computador é igual ao que ele sente e demonstra pessoalmente? Estamos investigando", comentou Gema.

Fonte: Diário da Saúde

Por Edimilson Montalti Do Jornal da Unicamp

domingo, 2 de janeiro de 2011

SEM MONOTONIA NA ESTEIRA!!


Na esteira, assim como no Spinning, é possível simular as dificuldades de se caminhar e/ou correr na rua.
No plano usa-se "dance", na subida ritmos mais lentos e marcados, nos tiros músicas mais aceleradas tipo "rock".

Um dos equipamentos mais usados nas academias sem dúvida é a esteira cujo objetivo é simular e/ou substituir as caminhadas e corridas que fazemos ao ar livre.

Ela traz inúmeras vantagens tais como amortecer o impacto, possibilitar um treinamento mais seguro, corrigir o gesto esportivo e melhor controlar a intensidade do esforço. Entre as raras desvantagens algumas pessoas citam a monotonia em fazer sempre a mesma coisa no mesmo lugar.


Eis a questão. Da mesma forma que a bicicleta ergométrica tradicional pode levar as pessoas à mesmice concordo que a esteira também pode. Entretanto, as aulas de Spinning que permitem manobras simulando as dificuldades enfrentadas numa corrida de bicicleta na estrada, na esteira também é possível simular as dificuldades da atividade de caminhar e/ou correr na rua tais como subir ladeiras e as variações de velocidade.

Esse tipo de treino já existe nas academias com o nome de Running e como se trata de uma atividade sem pai cada um dá o nome que quiser de acordo com o seu público alvo e interesse particular.

A diferença é que se trata de uma aula previamente preparada pelo professor imaginando um percurso qualquer na rua e suas dificuldades acompanhadas de música com ritmo próprio para andar e/ou correr no plano, nas ladeiras e como na esteira não existe a possibilidade de simular uma descida aumenta-se a velocidade por alguns minutos que é o popular tiro ou estímulo do intervalado.


No plano usa-se música tipo dance, na subida ritmos mais lentos bem marcados e nos tiros de velocidade músicas mais aceleradas tipo rock. Claro, embora gosto não se discuta o professor ao selecionar a trilha musical deve apelar para o bom senso e usar músicas populares e alegres ou de acordo com o perfil dos alunos.

Um bom parâmetro é seguir a média de idade da turma escolhendo as músicas dos anos 60, 70, 80 e 90.


O importante dessas aulas de Running é não se perder o fundamento.

Por exemplo: ao selecionar uma ladeira com inclinação de 2% usando música que vá durar três minutos se o aluno cansar no meio do caminho não deve mexer na inclinação uma vez que está simulando um caso real de uma ladeira a qual deverá ser vencida porque a ladeira não vai sair do caminho.

É permitido diminuir a velocidade o quanto for necessário como aconteceria numa situação real.
Na verdade o fundamento das aulas de Running não deixa de ser o intervalado, um dos métodos mais conhecidos e usado em qualquer modalidade esportiva.

Devido a sua larga aplicação no desenvolvimento da resistência aeróbia e/ou anaeróbia, o método é usado até para as pessoas comuns que procuram o prazer na atividade física.


A História -
É impossível falar de intervalado sem lembrar de Emil Zatopek, a “locomotiva humana” como ficou conhecido nos anos 50 e morreu em 2000. Um fantástico corredor tendo escrito seu nome na história por ter vencido na mesma Olimpíada, Helsinque 52, as provas de fundo dos 5.000, 10.000 metros e a maratona.

Foi também o marco do treinamento científico, pois a sua façanha deveu-se à base dos seus treinos calcados em Intervalado. O pai deste método, entretanto foi Woldemar Gerschller que, em 1939 usou o atleta Harbig como cobaia levando a quebra dos recordes mundiais da época nos 400 e 800 metros.


Depois da Segunda guerra mundial Hroni, treinador de Zatopek aplicou com inovações o método com ótimos resultados. Zatopek chegava numa seção de treino a dar 70 “tiros” de 200 metros. Hoje todas as modalidades esportivas empregam o método com ótimos resultados.

Todo mundo faz -
O treinamento intervalado não é destinado só para os atletas sendo indicado tanto para fins de performances como terapêuticos. Um cardiopata que anda, pára para descansar, anda de novo e assim sucessivamente, está realizando um treinamento intervalado.

Portanto, o primeiro treino para a recuperação, tanto das habilidades funcionais como do desempenho. Embora as aulas de Running ofereçam inúmeras vantagens ela não é a solução de tudo e deve ser incluída numa programação semanal fazendo um tipo de treinamento diferente a cada seção mesmo na esteira.

Quem treina três vezes por semana pode um dia treinar resistência com treino contínuo, outro dia a velocidade com um treino mais curto e mais rápido e o terceiro dia o running desenvolvendo e explorando as três valências físicas importantes do ser humano: força, resistência e velocidade.


Para Refletir:

Nossos medos e verdades ficam escondidos na escuridão. Basta uma luz por menor que seja para revelar a nossa sombra. Quem tem medo dessas verdades apague a luz.


Sobre a Ética: Os conceitos éticos mudam de tempos em tempos porque a ciência e a sociedade também evoluem.


CRÉDITO: LUIZ CARLOS DE MORAIS

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ELE ESTÁ CHEGANDO, VAMOS NOS MEXER!!


Como passar pelo fim de ano sem excessos

Dedicadas ao público feminino, nutricionista e professora de educação física preparam um kit de sobrevivência para entrar o ano novo sem os temidos quilinhos a mais

Mesmo quem teve disciplina o ano todo, com dieta balanceada e prática regular de atividade física, pode pôr a perder os esforços com as tentações de dezembro, que começam nas confraternizações, passam pelo Natal e encontram seu ápice na festa de Réveillon.

Para dar uma forca às saudáveis de carteirinha, a nutricionista Daniela Guimarães e a professora de educação física Paula Carriço, ambas da rede Contours, academia para mulheres, reuniram informações que são um verdadeiro kit de sobrevivência.

Para começar, equilíbrio é palavra de ordem. “Nos dias que antecedem os eventos, marcados pelo excesso de ingestão de calorias, o ideal é manter a dieta balanceada”, ensina Daniela. Ou seja: liberar geral é o arriscado passo para o ganho de peso.

A especialista lembra que o consumo de álcool também deve ser moderado. “A cada grama de álcool ingerimos sete calorias, quase o dobro que consumimos em um grama de carboidrato”, destaca.

De qualquer forma, feitos os excessos, jejum no dia seguinte, uma semana de redução calórica ou com poucas refeições ao dia não é o melhor remédio.

“O ideal é que as refeições sejam feitas de três em três horas sempre, isso não muda em nenhuma época do ano.

Ficar várias horas em jejum e pular refeições são atitudes que alteram o metabolismo, deixando-o mais lento e até ocasionando aumento de peso ou dificuldade para perda dos quilos extras”, informa a nutricionista.

Uma dieta leve e a ingestão abundante de líquidos colaboram para o ajuste do organismo.

Mexa-se – Entrar de cabeça no sedentarismo não é a melhor forma de passar o Réveillon.

Paula Carriço é enfática: “É fundamental manter a prática de exercícios aeróbicos como corrida, caminhada, passeios de bicicleta ou patins.

É importante também não esquecer dos alongamentos que não necessitam de uso de equipamentos”.

Para as alunas da Contours, ela prepara uma rotina de treinamento, que pode ser realizada em casa.

Confira a série desenvolvida por Paula Carriço, da Contours:

Periodicidade: 3 a 4 dias por semana, com intervalo de um a dois dias

* Alongamento leve e rápido de toda a musculatura.

* Trinta minutos de caminhada em velocidade moderada.
* Duas séries de abdominais, com 12 a 15 repetições.
* Alongamento com maior foco nos membros inferiores em função da caminhada.

Fonte:Toque Feminino

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

RECOMENDADO PARA DIABETES TIPO 2


Pessoas com diabetes tipo 2 podem diminuir significativamente seu nível de açúcar no sangue com um programa de exercícios que combina aeróbica e musculação, de acordo com um novo estudo.

Embora esse programa já seja recomendado para a diabetes tipo 2, pesquisadores dizem que o estudo, publicado no The Journal of the American Medical Association, oferece algumas das melhores evidências até hoje de que um programa combinado ofereça maiores benefícios do que apenas exercícios aeróbicos ou musculação.

Agora podemos olhar para indivíduos com diabetes e dizer a eles que esta é a melhor receita de exercícios, disse o principal autor, Timothy S. Church, diretor de pesquisa em medicina preventiva do Pennington Biomedical Research Center da Louisiana State University.

O estudo dividiu randomicamente 262 pessoas sedentárias com diabetes tipo 2 em quatro grupos --73 foram orientados a praticar treino de resistência três dias na semana, 72 deveriam praticar exercícios aeróbicos, 76 deveriam fazer a combinação e 41 pessoas formaram o grupo de sedentários para comparação.

O estudo foi notável no sentido de que quase metade dos participantes não era formada por brancos, e 63% eram mulheres.

Após 9 meses, os participantes que fizeram o treinamento combinado reduziram seus níveis do indicador de glicose no sangue HbA1c de 7,7% para 7,3%, em média-- uma queda que corresponde a um risco significativamente reduzido de doença cardíaca, disse Church.

Por RONI CARYN RABIN DO "THE NEW YORK TIMES" Fonte: Folha.com


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SEU EMPREGO É TUDO PARA VOCÊ??


Emprego ocupa centralidade na vida da maioria das pessoas, mais que familia.Termino das aposentadorias compulsórias pode ser benéfica.

Os trabalhadores que aceitaram se aposentar antecipadamente não estavam dispostos a considerar essa opção se não tivessem sido pressionados a isso no seu local de trabalho.

Esta foi mais uma vez a conclusão de um estudo abordando o tema, muito em voga nos últimos 20 anos, sobretudo nos processos de privatização.

"Todo o mundo deveria decidir se quer continuar a trabalhar com base em suas habilidades e desejos, e não ser forçado a isso," sugere Sigal Naim, da Universidade de Haifa, que realizou este estudo.

Linha de chegada artificial

O estudo qualitativo envolveu entrevistas em profundidade com homens, de 3 a 5 anos depois que eles aderiram à aposentadoria antecipada.

A pesquisa constatou que os aposentados veem a idade da aposentadoria como um "linha de chegada" artificial, que se destina principalmente ao equilíbrio das empresas: nenhum deles se considerava velho e todos sentem que ainda têm uma vida longa e agradável pela frente.

O principal sentimento expresso por quase todos os participantes, mesmo entre aqueles que optaram voluntariamente pela aposentadoria antecipada - em oposição à aposentadoria antecipada forçada - era de profunda decepção com o emprego que deixaram.

A pesquisadora ressalta a centralidade do emprego na vida dos entrevistados, mesmo muito tempo após a aposentadoria, algo que foi expresso na maneira como eles descrevem a si mesmos.

Quando ela lhes pedia para contar a sua história de vida, a maioria dos entrevistados descreveu a si mesmo em detalhe em termos de carreira profissional - apenas alguns falaram da família e mesmo assim em uma ou duas frases.

Máscara

O estudo revela também que, mesmo quando os participantes manifestam satisfação com a aposentadoria e quando optaram por se aposentar porque o trabalho não lhes agradava mais, isto era, de fato, uma capa para acobertar a história verdadeira.

Esse acobertamento - voltado sobretudo para eles próprios - destinava-se a enfrentar a difícil realidade que lhes foi imposta: a realidade da decepção, um sentimento de insulto e da compreensão de que, se eles se recusassem a se aposentar, seus direitos de pensão poderiam ser prejudicados.

"Esta é na verdade uma espécie de máscara para si próprios, que os ajuda a construir uma nova realidade com a qual eles possam viver," explica a pesquisadora.

Fim das aposentadorias compulsórias

Com estes resultados em mãos, a pesquisadora recomenda que se deve encorajar uma política de aposentadoria tardia ou acabar com as aposentadorias compulsórias.

"Deve-se encorajar uma política de aposentadoria tardia ou de cancelamento das aposentadorias compulsórias. Desta forma, o rótulo de idoso será mantido à distância, e os pesados sentimentos vivenciados pelos aposentados podem desaparecer, juntamente com o estresse que é sentido quando a época da aposentadoria se aproxima," diz ela.

"Isto faria com que a transição de uma vida baseada no trabalho para a aposentadoria fosse mais suave e menos abrupta, e apenas aqueles que se interessam verdadeiramente optariam pela aposentadoria antecipada.

Isto permitiria uma compensação para os empregados que continuarem e perseverarem no trabalho, o que lhes garantiria melhores condições financeiras quando finalmente decidissem se aposentar," conclui.

FONTE: DIÁRIO DA SAÚDE

domingo, 12 de dezembro de 2010

UMA PEÇA DA MODA - VOCÊ JÁ EXPERIMENTOU??

Pulseira de equilibrio, já experimentou?

O que jogadores de futebol, ginastas olímpicos, tenistas, skatistas e atletas de outras modalidades tem em comum?

Além de dedicar horas para desenvolver as próprias habilidades, provavelmente, você irá identificar que alguns deles estão usando uma pulseira de silicone.

Diferente de outras comercializadas até há alguns anos atrás, que serviam de confirmação na aderência em alguma causa nobre, como o combate ao câncer ou a defesa do meio-ambiente. Hoje a nova pulseira da moda, agora denominada pulseira do equilíbrio oferece algo que muitos atletas, profissionais ou amadores almejam e que interfere na performance.

O teste mais simples e comum para demonstrar os benefícios da pulseira do equilíbrio
é até interessante. Manter-se em pé apoiado por apenas uma das pernas, com os braços estendidos - imitando um avião - uma outra pessoa aplica força em um dos braços.

De inicio sem a pulseira depois com ela, fazendo em seguida o comparativo. E a partir dai se tem as primeiras impressões sobre o "equipamento". E geralmente a experiência é positiva.

Holograma e física quântica


Todos os efeitos segundo os fabricantes se deve à tecnologia presente em um holograma fixado na pulseira. As explicações sobre o funcionamento variam entre "freqüências energéticas que alinham o corpo" e o uso da "física quântica". Ambas as afirmações são contestadas por boa parte dos estudiosos da física e por profissionais responsáveis pela fabricação de hologramas com outros fins.


A teoria da física quântica é complexa, mas ajudou a desenvolver diversos produtos que usamos no nosso cotidiano. Ouvir músicas em CDs é uma delas - que esta até ultrapassada. Já os hologramas, que são impressões feitas com laser e reagem a exposição de luz, são utilizados para garantir a fabricação de um produto por uma determinada empresa.


Psicologia, placebo e moda


Dores crônicas diminuem até desaparecer, jogadores de tênis melhoram a performance no saque e corredores aumentam o ritmo em uma prova e não se sentem cansado. Se as respostas sobre a tecnologia aplicada, até então, não justificam os resultados, o que acontece?


O efeito placebo é conhecido por diversos profissionais da área de saúde. Na pesquisa cientifica é usado para atestar os resultados de algum medicamento. Dois comprimidos, um deles com a substância a ser estudada e outro com um material parecido, geralmente farinha, são ministrados e com isso nota-se os resultados.

O interessante nesse tipo de teste é que algumas pessoas relatam resultados com o uso da farinha. A isso damos o nome de Efeito Placebo. Nesse caso o paciente acredita tanto na eficácia do remédio que, dentro de limites restritos, a esperança se transforma em bioquímica.

No esporte, é comum ouvirmos sobre números da sorte, peças de roupa intimas que oferecem proteção e outras coisas. Todas tem em comum além de serem superstição o Efeito Placebo. Não é difícil lembrar de filmes sobre esportes, onde no final se descobre que o "liquido mágico" que o ator/esportista havia ingerido para garantir um resultado nada mais era de que água comum.


A "crença na crença" gera resultados em alguns casos. Você acredita tanto que algo esta te ajudando, que em conseqüência adquire mais confiança, mais concentração e qualquer outra coisa que melhora a sua performance. Até se confirmarem resultados científicos, não podemos confirmar ou garantir os resultados diretos das pulseiras.


O interessante é ser rigoroso com as situações e materiais que podem interferir com a segurança, a sua e a do seus familiares. Com a pulseira você esta garantindo, com certeza, apenas duas coisas: Uma peça da moda que pode ser encontrada até mesmo em jóias de metal e couro; a outra coisa é um bom motivo para conversar sobre o seu esporte predileto.

Portal da Educação Física - Robson Alves Maciel

sábado, 11 de dezembro de 2010

PENSAR APENAS NO PRESENTE!!


Hipocampo é responsável pelo estresse gerado no cumprimento de prazos. Férias relaxam e ajudam o hipocampo a dar atenção apenas ao trivial.

Os livros da escola ainda teimam em dizer que o sistema nervoso é o conjunto de órgãos que nos permite detectar estímulos e responder a eles.

Fosse apenas isso, não precisaríamos tirar férias: como bactérias, plantas e tantos outros seres desprovidos de cérebro, viveríamos eternamente no presente, docemente ignorantes do nosso futuro.

No entanto, temos um cérebro tão capaz que consegue até encontrar problemas onde ainda não há nenhum, preocupando-se com o que provavelmente – mas só provavelmente – está por vir. Lembra do passado, revive agruras e infortúnios, faz o que pode agora para que eles não aconteçam novamente; desenvolve projeções para o futuro, tentando adivinhá-lo, e assim guia nossos passos.

Graças ao cérebro, somos seres dotados de passado e futuro – mas isso tem um preço: a ansiedade, essa capacidade de nos preocuparmos desde já com o que talvez nem chegue a acontecer.

A ansiedade é um exemplo de quão cruel conseguimos ser com nós mesmos: nosso hipocampo é capaz de manter uma lista de problemas esperados rondando, ativos na memória, como uma agenda interna do que será preciso fazer eventualmente.

Quanto mais ativo o hipocampo, mais alto fala em nossos ouvidos essa agenda interna, que ainda ativa um alarme próprio, implacável: o locus coeruleus, “lugar azul” do cérebro que, ao contrário do que o nome sugere, é responsável por nos deixar tensos, acordados, prontos para a ação – e preocupados com problemas por resolver.

Se por um lado pode ser útil antecipar problemas (porque assim nos preparamos de antemão e temos mais chances de resolvê-los), lidar todo dia com uma longa lista deles – trabalhos a entregar, prazos a cumprir, roupas a lavar, compras a fazer, contas a pagar – pode ser exaustivo.

O que fazer nessas horas?

Resolver os problemas ajuda, mas em geral fazemos isso só para então descobrir que outros apareceram em seu lugar.

A opção, bem-vinda após períodos de grande ansiedade, é decretar, temporariamente, que problemas futuros não existem, ou no mínimo podem ser ignorados com segurança por alguns dias.

A esses preciosos dias de alienação mental damos o nome de... férias. Ah, a doce sensação de viver somente no presente, ainda que por poucos dias!

Em férias de verdade, as únicas preocupações que o hipocampo representa para o resto do seu cérebro são imediatas e triviais: onde almoçar, qual praia ou museu visitar, qual das redes da varanda oferecer a melhor combinação de vento e sombra ou que livro ler primeiro.

Reconhecer que tiramos férias da nossa capacidade de viver antecipando os problemas do futuro ajuda a planejá-las, ou pelo menos a evitar autossabotagens.

Portanto, nada de levar computador para resolver de longe os problemas do escritório; celular deve ser só para ligar para fazer a reserva do restaurante.

Avise no trabalho e em casa que você não vai poder atender o telefone. Emergência? SMS existe para isso. E nada de maratonas do tipo “Europa-inteira-em-uma-semana”, pois só serviria para arranjar mais ansiedade.

E se não der para tirar duas boas semanas de férias... Que tal aprender a transformar cada fim de semana em miniférias em casa, no presente, sem preocupações com o trabalho da semana seguinte ou com os prazos a cumprir?

Não é tão difícil quanto parece; experimente começar desligando o computador e deixando os e-mails para a segunda-feira. Afinal, você merece – e ainda tem chances de começar a semana revigorado, e até se esmerando ainda mais naquilo que não pôde fazer nas suas miniférias: trabalhar!

Fonte: Mente e Cérebro - Suzana Herculano-Houzel

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

MAIS TANQUINHO E MENOS MÚSCULOS!!


Novo padrão estético tem ligação com o conceito de bem estar. Modalidades de exercícios se adaptam à procura do público masculino.

Alvos de olhares femininos como Cauã Reymond, Rodrigo Santoro e Cristiano Ronaldo estão na mira dos machos. É que eles têm o "corpo do momento".

Agora, o bom é ser sarado, porém, sem exageros. Às vésperas do verão, e em meio à louca busca da "forma ideal", homens passam a habitar um território que já foi quase exclusivo do mulherio.

Eles têm frequentado aulas que antes só faziam a cabeça delas, como pilates e ginástica localizada. Ganha força o treino funcional. São tempos de menos halteres, mais bolas e elásticos.

"Essa nova tendência dá força e trabalha com o conceito do bem-estar. É um corpo masculino mais saudável", afirma o médico Cláudio Silva, ex-presidente da Acad (Associação Brasileira de Academias).

"Não se pensa só no músculo, mas também no coração e nas articulações. Há preocupação com redução do percentual de gordura, o que se traduz em um corpo definido, não tão volumoso."

Nada de gigante

Está mesmo em baixa, no mundinho das academias, o "shape" megamusculoso, conquistado à base de malhação pesada, suplementos e, em alguns casos, anabolizantes (hormônios sintéticos que ajudam os músculos a crescer mais rápido). Até "pit-boys" ( como ficaram conhecidos os lutadores de jiu-jítsu) estão buscando um físico mais esguio.

Hoje, quando um homem chega na academia, raramente pede séries de hipertrofia (para crescimento excessivo da massa muscular), segundo Saturno de Souza, diretor técnico da rede de academias Bio Ritmo.

Souza prevê o fim do troglodita na sala de musculação. "Ficar gigante já está ultrapassado. Os homens buscam o perfil que está na passarela da moda, um visual mais andrógino."

A verdade é que nunca se cogitou homem marombado no mundo da moda, afirma Anderson Baumgartner, diretor da agência Way Model. "O músculo não pode marcar a roupa." Quando um jovem em começo de carreira lhe pede um conselho, Baumgartner o incentiva a malhar. Entretanto, deixa bem claro: é para ficar magro.
Exercício "De mulher"

Esse corpo masculino da vez foi o destaque da edição de novembro da "Details", revista norte-americana queridinha entre gays e metrossexuais. A revista destaca que muitos homens estão "aprendendo a apreciar os exercícios de alongamento e tonificação que as mulheres vêm utilizando há anos para esculpir seus corpos".

Nessa pegada, o empresário Agnaldo Vecchi, 45, radicalizou. Há seis meses, abriu mão do levantamento de pesos e passou a manter a forma apenas com ioga e pilates --algo inconcebível para adeptos dos urros na hora de suportar aquela supercarga no supino.

"Estou muito satisfeito. Hoje tenho um abdômen mais rígido do que quando fazia musculação", diz.

Para obter o físico dos modelos de publicidade de cuecas, o pilates é a bola da vez.

Tomas Truzzi, 27, que trabalha no mercado financeiro, praticava musculação. Ficou muito repetitivo. Há três anos, inseriu pilates em sua programação de atividades físicas na Cia Athletica.

"Precisava mudar o estímulo e vi que o pilates era uma forma de manter uma boa postura. Mas a maior contribuição é o conhecimento do corpo", diz ele, que também ganhou flexibilidade. "Você consegue isolar o músculo melhor, o que ajuda a não roubar na hora de levantar peso."
Força e resistência

O instrutor norte-americano Tim Fleisher, da rede Pilates StudioFit, é especialista em público masculino. Ele sabe que, para não perder seus alunos, precisa se aproximar deles de uma forma diferente. Os exercícios devem focar mais os membros superiores e têm que desafiar a força e resistência muscular.

"O pilates pode até mesmo ajudar os caras grandes, porque mexe com músculos menores, que geralmente não são trabalhados durante a malhação", explica Fleisher.

Porém, é necessário sensibilidade para manter grandalhões no estúdio. Algumas palavras são proibidas, diz o o instrutor. "Assoalho pélvico", por exemplo, é termo tabu para eles. O exercício de flexão lateral de coluna chamado "sereia" ganha o nome de "escavadeira", na versão testosterona do pilates.
Barriga de gestante

"O pilates presta atenção a detalhes e evita abdômen de grávida", alardeia Fleisher, referindo-se a homens que ficam com a barriga projetada por excesso de músculos.

Na prática, o foco principal são os músculos laterais do abdômen, responsáveis por garantir o tanquinho dos sonhos: seis "gomos" bem definidos e barriga chapada.

Aos poucos, os homens deixam o preconceito de lado e encaram aulas femininas.

Por exemplo o economista Mário Gardano, 55, que trocou musculação por ginástica localizada, e comemora os resultados, apesar das piadas de colegas. "A aula é muito mais dinâmica. Estou muito mais definido do que quando fazia musculação."

Já o caminho do funcionário público Rafael Cavalcante, 27, foi inverso. Da ginástica foi parar na musculação. Começou na academia há três anos com o foco em exercício aeróbico para emagrecer --perdeu 15 quilos.

Rafael pegou gosto e hoje faz, entre outras coisas, "jump", aula em que o praticante salta em cama elástica. "No início, era desengonçado. Agora, sigo a coreografia. Sou quase um expert."

Ele faz musculação, mas rechaça o visual marombeiro, mesmo malhando cinco vezes por semana. "Não quero andar de asa aberta, perder a elegância", diz, referindo-se aos musculosos que caminham de braços abertos por causa do tórax inchado. E segue a luta infinita pelo corpo da vez.

Por RAFAEL BALSEMÃO

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SAÚDE MENTAL!!

Brincar garante a saúde mental das crianças

Ajuda nos trabalhos escolares e leitura em conjunto, são exemplos benéficos.
Relacionamentos ativos com os adultos melhora o desenvolvimento psicológico.


Aprender um hobby ou outra tarefa complexa na infância com a ajuda de um adulto de confiança pode ajudar a proteger as crianças contra o surgimento de transtornos de personalidade mais tarde na vida.

Esta é a conclusão de um estudo publicado na edição deste mês da revista Development and Psychopathology.

Passar tempo com uma criança, lendo para ela, ajudando nos trabalhos escolares ou ensinando-lhes a organizar coisas contribui para promover uma melhor saúde psicológica na idade adulta.

Conexão com as pessoas


"A forte conexão interpessoal e as habilidades sociais que as crianças aprendem ao ter relacionamentos ativos com os adultos melhora o desenvolvimento psicológico positivo", disse o principal autor do estudo, Mark F. Lenzenweger, da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos.

"Com isso, a criança desenvolve seu próprio sistema de afiliação - sua conexão com o mundo das pessoas. Sem esse sistema, a forma como a criança se conecta com os outros seres humanos pode ser severamente prejudicada. E, como eu descobri, é esse comprometimento que prediz o aparecimento de sintomas dos transtornos de personalidade esquizóide no início da idade adulta e mais tarde," explica Lenzenweger.

Lenzenweger diz que a verdadeira importância de suas descobertas é que elas ressaltam a importância de se envolver ativamente com as crianças durante seus anos de formação - o que é particularmente relevante nesta época de creches, TV, videogames e jogos de realidade virtual na internet.

Genético versus social


As relações interpessoais alimentam uma vontade de se envolver com os outros, que é a base psicológica da experiência humana. Nos indivíduos com transtorno de personalidade essa vontade de manter contato com outras pessoas é marcadamente ausente.

O pesquisador ressalta que o grande foco dos estudos anteriores sobre o tema tem sido a influência genética - seriam as nossas tendências herdadas que ditariam nossas respostas psicológicas e comportamentais para o tipo de situações e o estresse que a vida sempre joga sobre nós.

Mas o novo estudo mostra que a experiência social nos primeiros anos de vida é um forte preditor de um melhor ajustamento na vida adulta.

Agora o pesquisador pretende estudar simultaneamente os dois aspectos - psicológico e genético - para identificar o peso de cada um dos fatores na saúde mental dos adultos.

Fonte: Diário da Saúde